MPF quer suspender perfuração de poços de petróleo próximo a corais da Amazônia

Recife de Corais, foz do rio Amazônas. | Foto por: Greenpeace

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Mai 2017

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a suspensão das atividades e perfuração marítima de petróleo, pela empresa Total, na foz do Rio Amazonas, próximo aos recém-descobertos corais da Amazônia, devido aos riscos que a exploração traz para esses recifes.

A reportagem é de Camila Boehm, publicada por Agência Brasil - EBC, 11-05-2017.

A suspensão deve ocorrer até que os impactos da atividade sobre a barreira de corais próxima ao empreendimento sejam “suficientemente avaliados”. Na recomendação, o MPF argumenta que ainda não existem pesquisas científicas suficientes sobre o novo ecossistema nem foram identificados todos os novos seres encontrados no recife.

Além disso, o procurador da República Joaquim Cabral da Costa Neto pediu a reabertura do processo de licenciamento ambiental do empreendimento de perfuração naquela região. Ele justificou que, na ocasião da abertura do licenciamento, o bioma descoberto não estava previsto pelo empreendedor.

Uma das considerações do documento apresentado pelo MPF cita o Princípio 15 da Declaração da Eco 92, o princípio da precaução, que trata do “dever de agir antecipadamente diante do risco, do perigo e da incerteza científica a justificar adoção de tutela preventiva e acautelatória contra a degradação ambiental”.

“O que a BP e a Total querem fazer é uma operação arriscada em águas profundas. E será próxima a um bioma marinho único no mundo, que mal tivemos tempo de conhecer, e onde são encontradas espécies ameaçadas. Como se a extração do petróleo ali não fosse imprudente o suficiente, a queima desse combustível só vai aumentar nossas emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas”, disse o ativista Thiago Almeida, da Campanha de Energia do Greenpeace, sobre a declaração do MPF.

Corais da Amazônia

Na foz do Rio Amazonas, está localizado o grande recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo. Segundo Almeida, a exploração na região gera o risco de derramamento de petróleo. Os blocos de exploração petrolífera em áreas próximas aos corais pertencem às empresas Total, BP e Queiroz Galvão.

Leia mais