Patriarca Kirill e o Papa Francisco entram em acordo em declaração conjunta

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12 Fevereiro 2016

O Patriarca Kirill de Moscou e Toda a Rússia e o Papa Francisco entraram em acordo sobre o texto da declaração conjunta que subscreverão num encontro histórico dos dois em Havana nesta sexta-feira, 12 de fevereiro.

A reportagem foi publicada por Interfax, 11-02-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“O texto da declaração foi negociado pelas partes até tarde da noite. Emendas finais foram introduzidas. É necessário esperar agora que o documento em sua versão acordada seja submetido ao encontro do patriarca e do papa”, disse o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, chefe do Departamento Sinodal para as Relações Eclesiásticas Externas, aos jornalistas no Aeroporto de Vnukovo na quinta-feira (11 de fev.), antes de se juntar ao Patriarca Kirill em seu voo a Cuba.

Alterações poderão ser introduzidas no texto deste documento no curso do próprio encontro, complementou Hilarion, declinando, no entanto, a revelar o seu conteúdo.

O embaixador cubano em Moscou, Emilio Lozada, e sua esposa participaram da despedida no aeroporto.

“Estou convencido de que este encontro histórico vai ajudar a fortalecer as relações entre as igrejas”, declarou o embaixador dirigindo-se ao patriarca.

O Patriarca Kirill está sendo acompanhado por cerca de 100 pessoas em sua viagem, que inclui um coro clerical, o Metropolita Hilarion, o Metropolita Antony, da região de Borispol e chefe do departamento administrativo da Igreja Ortodoxa Ucraniana, além do Bispo Antony, de Bogorodsk, representando o Centro Administrativo para as Instituições Estrangeiras do Patriarcado de Moscou.

O Patriarca Kirill deve chegar a Cuba na quinta-feira à noite, dando início à sua turnê pela América Latina. 

Este será o primeiro encontro na história entre o patriarca moscovita e o papa. O tema tem estado na pauta das relações entre as duas igrejas há quase 20 anos. O Papa Francisco disse, dias atrás, que o encontro vindouro foi preparado em segredo durante dois anos.

A perseguição aos cristãos irá dominar a agenda do encontro, que deve acontecer por aproximadamente três horas. À luz da situação no Oriente Médio e na África, as duas igrejas decidiram pôr de lado as discordâncias existentes entre elas e unirem os seus esforços no intuito de salvar os cristãos do genocídio. O patriarca e o papa também deverão discutir o abandono dos valores cristãos, o que pode ser observado na Europa atualmente. Uma declaração conjunta deverá ser assinada no final do encontro.

O padre lituano Visvaldas Kulbokas, ex-primeiro secretário da embaixada vaticana em Moscou, deve atuar como intérprete durante o momento em que os dois líderes estiverem juntos.

O fato de que o Patriarca Kirill preside a maior das quinze igrejas ortodoxas locais irá acrescentar um significado especial ao evento, que será o encontro entre os dois líderes mais proeminentes do mundo cristão. Também este encontro se torna mais importante ainda na medida em que ele vai acontecer em meio a sanções concernentes à Rússia, à operação russa na Síria bem como pelo fato de acontecer na dianteira de um Concílio Pan-Ortodoxo em Creta, no mês de junho.

Uma coincidência nas datas da visita do patriarca a países latino-americanos e a visita do papa ao México tornou possível se realizar um tal encontro no Novo Mundo.