Não se resignem às dificuldades. Deem apoio às famílias dos refugiados

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10 Dezembro 2018

“Amai-vos uns os outros, como eu vos amei" é a passagem do Evangelho escolhida pelo Papa Francisco para concluir a oração à Nossa Senhora que compôs e que foi proferida diante da coluna de mármore branco na praça Mignanelli. Todo dia 8 de dezembro, a festa da Imaculada Conceição continua sendo um encontro importante com a cidade de Roma para medir seus humores. A escolha desse trecho não é acidental, e provavelmente encontra razão no fato de que se apenas metade dos romanos seguisse tal princípio evangélico, a situação no nível comunitário seria certamente melhor.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 09-12-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Que o quadro urbano não seja o melhor para a coletividade ficou claro pelo resto da oração. O texto papal incluiu, nem tão nas entrelinhas, problemas em aberto. Enormes. Em qualquer lugar. Daí a referência às autoridades e especialmente a quem governa a cidade. Francisco cadenciou bem a invocação: "Oremos para que tenham sabedoria, clarividência, espírito de serviço e de colaboração". Pensando nos cidadãos, pediu para eles o dom da força. “Não se resignem às dificuldades”, mas “cada um faça a própria parte para melhorar as coisas”. Demasiadas vezes a busca pelo bem comum parece escapar.

Depois o pensamento foi para famílias pobres, não apenas aquelas estrangeiras. Na periferia também há muitas famílias italianas na miséria, como pôde ver diretamente Papa há dois dias, no bairro de Laurentino 38, quando foi levar um pouco de alívio para duas comunidades. "Peço-lhe, Mãe, que fique perto das famílias que hoje, em Roma, na Itália e no mundo inteiro, vivem situações semelhantes, para que não sejam abandonadas à própria sorte, mas protegidas em seus direitos. Direitos humanos que vêm antes de qualquer exigência mesmo que legítima". Às famílias uniu os doentes que, muitas vezes, sem estruturas adequadas, estão lutando para seguir em frente. O texto da oração que Francisco compôs se assemelha em alguns aspectos a uma poesia, a estrutura é quase lírica. O papa não deixou de incluir as pessoas comuns, a maioria dos romanos, aquelas que se levantam todas as manhãs e lutam sua batalha e "enfrentam com paciência as dificuldades da vida cotidiana".

O ato tradicional de veneração à estátua da Virgem na Praça di Spagna, foi - novamente este ano - a ocasião para uma mensagem abrangente para a metrópole, suas periferias, as paróquias, as realidades mais concretas. Ouvindo o texto da oração, quase ao lado do Papa, estava a prefeita Virginia Raggi, que nem piscou. De qualquer forma, eles se cumprimentaram com cordialidade, trocando alguns comentários. O mesmo aconteceu com o presidente da Região Lazio, Nicola Zingaretti.

Estátua da Virgem na Piazza di Spagna, de Giuseppe Obici (Foto: Vatican News)

É possível melhorar as coisas, é a mensagem que Francisco quis transmitir.

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