Violência em pauta

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • “A reação de pastores é uma rebelião política em nome da fé”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • O que precisamos aprender com André Janones

    LER MAIS
  • “A saúde do solo, das plantas e a nossa estão interligadas”. Entrevista com Vandana Shiva

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


15 Dezembro 2017

"Responder a um ato violento de igual maneira ou pior, solucionará os gritantes problemas?", escreve Felipe Augusto Ferreira Feijão, estudante de Filosofia na Universidade Federal do Ceará - UFC

Eis o artigo.

Estudo recente da Fundação Abrinq, mostra que no Brasil, a cada 48 minutos uma criança ou jovem é assassinado. Esse dado assustador, expõe na formalidade de estatística numérica, o que é reflexo da realidade vivenciada e sentida por todos.

Vive-se num constante estado de alerta. A violência se manifesta de diversas maneiras. Nas periferias dos grandes centros urbanos, onde prevalece o abandono e a negligência de serviços públicos, a violência marca forte presença. Ora, se não há minimamente oferta de condições de vida digna, por que, então se pensa que a intervenção do braço armado (proveniente da mesma estrutura de onde deveriam ter sido ofertados os serviços que colaborariam para a minoração da violência), adianta? Sim, pode ter utilidade momentânea.

É desse modo que o estado de alerta submete todos a um medo contínuo. Devido a isso, as relações sociais ficam prejudicadas. A perversa lógica do medo, diminui, pois, a afirmação e o reconhecimento do outro também como sujeito. Sujeito é o agente de algo. Numa sociedade civil adequada, todos são sujeitos, isto é, participam, são incluídos, atuam.

Consequentemente, o discurso que permanece no âmbito formal, parece não dialogar com o mundo da realidade que se manifesta. Isso implica no que resultará, por exemplo, na punição, que é exercida sobre a conjuntura, mas os componentes desta, antes, de alguma forma, foram punidos.

Outro discurso que se assemelha ao mencionado, é o que reclama pela violência. Infelizmente, essa ideia confusa, também não dialoga com o que realmente acontece. Responder a um ato violento de igual maneira ou pior, solucionará os gritantes problemas?

Sabe-se, com efeito, que o problema de um permanente estado de guerra, não está isolado de outros problemas que se relacionam numa imbricação mútua e profícua. Basta observar a produtividade desse relacionamento em dados de estudos como o referido neste texto.

A mediocridade, marca registrada no modo de gerir a coisa pública, segue impedindo que esse cenário de barbárie seja alterado.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Violência em pauta - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV