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06 Novembro 2017

Mais de 650.000 mortos apenas entre os militares italianos. No total, a primeira Guerra Mundial – que terminou em 4 de novembro de 1918 - causou cerca de 26 milhões de mortes entre os militares e civis. Não há nada a comemorar, a não ser o fim de "um massacre inútil" (Papa Bento XV, agosto de 1917).

A nota é publicada por Pax Christi Itália, 03-11-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Existe um site que merece ser consultado, que ajuda a compreender o que foi realmente a primeira guerra mundial. Não podemos esconder a nossa preocupação diante da crescente retórica militar e da exaltação da guerra como fenômeno normal ou necessário. Não podemos esconder a hipocrisia dos que falam de paz, mas estão preparando conflitos armados, inclusive com o uso de armas nucleares (a Itália não pode recusar a sua assinatura no Tratado da ONU para a Proscrição das armas nucleares!).

Não podemos aceitar que, enquanto se rememora o fim de uma enorme tragédia, muitas outras guerras sejam combatidas também com o contributo das armas vendidas pela Itália. Recentemente, na Semana Social em Cagliari, denunciamos junto com outros as bombas produzidas na Sardenha pela RWM, que depois a Itália vende tranquilamente para a Arábia Saudita empenhada há anos em bombardear o Iêmen, fato que continua ainda agora, durante a visita a Riad do primeiro-ministro Gentiloni.

Não podemos aceitar que muitas guerras sejam esquecidas pelo grande circuito da informação, como, por exemplo, na República Democrática do Congo e em muitos países africanos, onde as armas fabricadas na Itália chegam de forma abundante.

Não podemos aceitar que os gastos militares italianos para 2018 tenham uma previsão de aumento: cerca de 25 bilhões de euros!

Mais uma vez é o Papa Francisco que nos lembra: "Esta é a guerra: a destruição de nós mesmos... Quando muitas vezes na história os homens pensam em fazer uma guerra estão certos de levar um mundo novo, estão certos de fazer uma primavera: e tudo acaba em um inverno feio, cruel, reino de terror e de morte”. Que o 4 de novembro seja um dia de oração, de luto e de compromisso para sair do sistema de guerras, para construir a paz. "Hoje rezamos por todos os defuntos, todos, - concluiu o Papa Francisco – mas de modo especial por esses jovens, num momento em que tantos morrem nas batalhas de todos os dias, desta guerra em pedaços, rezemos também pelos mortos de hoje, os mortos de guerra, inclusive as crianças, os inocentes. Este é o fruto da guerra: a morte. E que o Senhor nos dê a graça de chorar". (Papa Francisco, Cemitério Estadunidense de Netuno, 2 de novembro de 2017)

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