Teoria de Keynes chegou cedo ao País

Mais Lidos

  • Tecnofascismo, dissenso e a gramática da dignidade. Entrevista especial com Donatella Di Cesare

    LER MAIS
  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Julho 2011

Para o economista Celso Furtado, ex-ministro do Planejamento e da Cultura falecido em 2004, a aplicação da teoria keynesiana no Brasil ocorreu antes mesmo de John Maynard Keynes publicar o seu clássico em 1936. De acordo com Furtado, isso ocorreu com a política visionária da queima de café em 1930 por Getúlio Vargas, daí muitos a chamarem de keynesianismo "avant le lettre".

A reportagem é de Fábio Alves e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 31-07-2011.

Ao despejar muito dinheiro na proteção do preço do café, Vargas inovou na adoção de uma política anticíclica, fazendo com que o Brasil fosse um dos primeiros países a se recuperar do efeito da grande depressão da década de 1930.

Tal arrojo não passou despercebido pelos Estados Unidos: para salvar a economia americana, o governo do presidente Franklin Delano Roosevelt implementou o "New Deal", plano de recuperação da economia americana com investimento pesado do Estado em obras públicas e controle de preços, enterrando a política do liberalismo econômico, ou "laissez-faire", que prevalecia no mundo desenvolvido até então.

E Roosevelt não deixou de reconhecer a visão de Vargas em 1930. Num discurso em 27 de novembro de 1936, durante visita ao Rio de Janeiro, Roosevelt fez um afago ao líder brasileiro. "Despeço-me esta noite com grande tristeza. Há algo, no entanto, que devo sempre lembrar. Duas pessoas inventaram o New Deal: o presidente do Brasil e o presidente dos Estados Unidos", disse Roosevelt, em frase pinçada da tese de doutorado de Flávio Limoncic apresentada na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O discurso do presidente americano no Rio de Janeiro encontra-se na íntegra na biblioteca Franklin D. Roosevelt, no Estado de Nova York.