Despejo da Gleba Tauá (TO) foi suspenso e agentes da CPT e posseiros foram detidos

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Novembro 2015

A polícia suspendeu o despejo porque enquanto estava no local, funcionários do fazendeiro Binotto, que se diz dono da área, derrubaram com um trator a casa de dona Raimunda, o que segundo a diretriz de cumprimento de reintegração de posse é proibido.

A reportagem foi publicada por Comissão Pastoral da Terra, 12-11-2015.

Enquanto a polícia se deslocava da casa de dona Raimunda para despejar outra casa, o comandante da operação percebeu que havia perdido seu rádio. Ao retornar para procurar o aparelho, ele se deparou com o barracão de dona Raimunda sendo destruído por um trator com funcionários de Binotto, e devido a isso suspendeu a operação de reintegração de posse. Não sobrou nada da casa.

Foram detidos durante a ação os agentes da CPT Araguaia Tocantins: frei Xavier Plassat, Rafael Oliveira, Evandro Anjos e Pedro Antônio Ribeiro. Antônio Filho, agente da CPT Pará e dois posseiros da gleba Tauá também foram detidos. Eles foram encaminhados para a delegacia de Barra do Ouro (TO). Os advogados da CPT e da Comissão de Direitos Humanos da OAB foram até o local e estão acompanhado o caso. Os agentes da CPT deverão ser conduzidos para delegacia de Polícia em Araguaína onde prestarão depoimento.

A CPT irá, também, denunciar a truculência da polícia na ação, que foi filmada e fotografada, em que a filha de Dona Raimunda foi arrastada por policiais e dois agentes da CPT foram agredidos pelos mesmos.