Aumentam as esperanças de diaconisas ordenadas na Igreja

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24 Março 2015

O teólogo dominicano Pe. Timothy Radcliffe disse estar esperançoso de que as mulheres serão, em breve, ordenadas diaconisas na Igreja para que, assim, possam pregar e ter voz pública.

O ex-mestre-geral da Ordem dos Pregadores fez este comentário no curso de um novo documentário irlandês levado ao ar no país pela RTE Television esta semana sobre o Papa Francisco.

A reportagem é de Sarah McDonald, publicada na revista The Tablet, 20-03-2015. A tradução de Isaque Gomes Correa.

O Pe. Radcliffe falou que, apesar de pessoalmente ter a esperança quanto à introdução de diaconisas na Igreja, pensava que o Papa Francisco estaria “buscando fazer algo mais radical do que isso”.

Radcliffe falou que o maior desafio do Papa Francisco é o de dar voz e autoridade às mulheres.

As últimas propostas para ordenar diaconisas surgiram na Alemanha, ao mesmo tempo em que a questão vem sendo estudada em profundidade pela Comissão Teológica Internacional da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta Comissão afirmou que o Magistério da Igreja precisa tomar uma decisão e ressaltou que uma distinção poderia ser feita entre os ministérios dos bispos e padres – exclusivamente reservados aos homens – e o ministério diaconal.

Radcliffe disse acreditar que Francisco quer ter uma Igreja que “seja menos controladora”. A ex-presidente irlandesa Mary McAleese, que participou do programa televisivo – chamado “Pope Francis: The Sinner” [Papa Francisco, o pecador] –, descreveu a atitude da Igreja para com as mulheres como uma atitude “infeliz”, que deixa tantos “homens bons e decentes como Francisco ainda carregando um elemento residual de misoginia, que os leva ao perigo de não lidar com este problema”.

Falando em separado ao The Tablet, McAleese, que está terminando o doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, afirmou que o pontífice deve investir o mesmo nível de esforço no desenvolvimento de uma nova teologia das mulheres, da mesma forma como vem investindo na reforma da Cúria.

“Atualmente, ninguém foi deslocado para lidar com o papel das mulheres na Igreja apesar de este assunto ser infinitamente mais urgente e central para a missão da Igreja do que o Banco Vaticano ou a Cúria, que são apenas elementos do Magistério associados com a Igreja como um negócio e instituições, em vez de um elemento de fé de origem divina”, advertiu ela.

Também no documentário, o cardeal sul-africano Wilfrid Napier alertou que se o papa quiser realizar mudanças duradouras na governança da Igreja, “será preciso pôr em prática estruturas que tornarão reais tais mudanças independentemente de quem estiver na dianteira”.