Cardeal Kasper irá discursar ao Colégio Cardinalício sobre família

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Fevereiro 2014

Desde julho do ano passado, quando o Papa Francisco disse aos repórteres que as práticas da Igreja sobre casamento exemplificam a necessidade de misericórdia na Igreja hoje, a especulação tem sido generalizada, no sentido de que ele poderia facilitar que os católicos divorciados em segunda união recebam a comunhão, mesmo sem uma anulação do seu primeiro casamento. Nessa segunda-feira, o Vaticano fez um anúncio que se destina a tornar ainda mais comum tal especulação.

A reportagem é de Francis X. Rocca, publicada no sítio Catholic News Service, 17-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse aos jornalistas que o cardeal Walter Kasper irá proferir o discurso de abertura em uma reunião de dois dias do Colégio dos Cardeais, nos dias 20 e 21 de fevereiro. O porta-voz não especificou o tema da fala, mas disse que abordaria o ensino da Igreja sobre a família.

A reunião dos cardeais se concentrará na preparação para o Sínodo extraordinário dos bispos, de outubro, sobre os "desafios pastorais da família no contexto da evangelização", que o Papa Francisco disse que irá abordar a questão de dar a comunhão aos divorciados em segunda união.

Essa pergunta é uma sobre as quais o cardeal Kasper tem opiniões fortes e bem conhecidas. Em 1993, quando a cardeal era bispo diocesano na Alemanha, ele e outros dois bispos emitiram instruções pastorais dizendo que os padres poderiam dar a comunhão aos católicos divorciados e recasados civilmente, convencidos de que seus primeiros casamentos eram inválidos, mesmo que não tivessem recebido as anulações.

Essa prática, depois, foi descartada pelo Vaticano, mas, no ano passado, a arquidiocese de Friburgo, na Alemanha, fez uma proposta similar. Mesmo as críticas do futuro cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, não impediram que vozes proeminentes – incluindo o cardeal Reinhard Marx, de Munique e Freising, na Alemanha, e o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, de Tegucigalpa, na Honduras – sugerissem que Friburgo deveria ser autorizada a dar continuidade à proposta.

Os cardeais Marx e Maradiaga são especialmente influentes nos dias de hoje, porque ambos fazem parte do Conselho dos Cardeais, composto por oito membros, que o papa nomeou em abril passado para aconselhá-lo sobre a reforma da burocracia vaticana e o governo da Igreja universal.

* * *

Encontrando-se com esse conselho no dia 17 de fevereiro, o Papa Francisco deu início àquela que o Pe. Lombardi chamou de uma semana e meia "bastante cheia" no Vaticano.

O conselho deve se reunir entre os dias 17 e 19 de fevereiro para a sua terceira rodada de encontros desde outubro.

Nessa segunda-feira de manhã, o conselho recebeu uma delegação de três membros da Pontifícia Comissão Referente sobre a Estrutura Econômico-Administrativa da Santa Sé, que o papa criou em julho para investigar as práticas contábeis dos dicastérios vaticanos e para elaborar estratégias para uma maior transparência e responsabilidade fiscal.

O Pe. Lombardi disse que a comissão entregou um relatório sobre o seu trabalho, mas ele se recusou a fornecer quaisquer detalhes sobre o conteúdo.

Na terça-feira, 18 de fevereiro, o conselho está programado para receber uma comissão de cinco pessoas que o Papa Francisco estabeleceu em junho para revisar as atividades e a missão do banco vaticano. A comissão inclui dois membros norte-americanos: a professora de direito de Harvard, Mary Ann Glendon, e o Mons. Peter B. Wells, um alto funcionário da Secretaria de Estado vaticana.

Na quarta-feira, o papa e o seu conselho vão se reunir com o Conselho de Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizacionais e Econômicos da Santa Sé, um órgão de 15 membros que supervisiona a produção do orçamento para a Santa e o Estado do Vaticano. O organismo também vai se reunir nos próximos dias 24 e 25 de fevereiro.

No sábado, 22 de fevereiro, o papa irá criar 19 novos cardeais. Ele irá concelebrar a missa com o novo e expandido colégio no dia seguinte.

Por fim, o secretariado do Sínodo dos Bispos se reunirá nos dias 24 e 25 de fevereiro.