
O dia dos trabalhadores e das trabalhadoras se dá sob o impacto da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional nº 95 que limita, por 20 anos, os gastos públicos, a proposta em andamento completa o tripé do retrocesso, que joga as conquistas das populações mais vulneráveis em uma espécie de triângulo das bermudas dos direitos sociais e da assim chamada reforma da Previdência. A presente edição da revista IHU On-Line debate o avanço do processo de desestruturação do mercado de trabalho, em que as pessoas estão submetidas a uma condição de maior vulnerabilidade e insegurança com pesquisadores e pesquisadoras.

A Revolução 4.0, a internet das coisas, a inteligência artificial e a impressão 3D já impactam e cada vez mais abalarão os fundamentos da organização do mundo do trabalho na contemporaneidade. Esta grande mutação significará um avanço civilizatório ou radicalizará a barbárie? A revista IHU On-Line, por ocasião do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, debate o tema no contexto das discussões que o Instituto Humanitas Unisinos – IHU tem promovido constantemente na sua página eletrônica, nas suas publicações e nos seus eventos.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou o relatório “Global Employment Trends”, estimando que a recessão global pode gerar em 2009, um contingente adicional de desempregados entre 18 milhões e 30 milhões de pessoas, mas esse número pode chegar a 50 milhões caso o quadro continue se deteriorando. No caso da América Latina e do Caribe, a estimativa é de que os desempregados poderão variar entre 2 milhões e 4 milhões de trabalhadores.