Instituto detecta mancha de óleo a 20 km da costa do Rio

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02 Abril 2012

Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) encontraram na manhã de ontem uma mancha de óleo combustível de navio com cerca de 2,5 km de extensão e 1 km de largura em alto-mar.

A reportagem é de Diana Brito e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 01-04-2012.

A mancha estava localizada entre as cidades de Maricá e Saquarema, na região dos Lagos, no Rio. Segundo o órgão, o óleo está distante cerca de 20 km da costa.

Presidente do órgão vinculado ao governo do Estado, Marilene Ramos afirmou à Folha que se trata de uma "mancha órfã" porque não se sabe de onde ela vazou. Ela disse acreditar que um navio tenha derramado o óleo já que ali é rota de navegação.

"Estamos vendo como combater a mancha de cerca de 1.600 litros de óleo. Como ela está distante, vamos acompanhar a evolução dela para avaliar o risco de chegar na costa", disse Marilene.

Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente, um vazamento de até 8.000 litros de óleo é considerado pequeno.

O oceanógrafo David Zee disse que a mancha de óleo deve ser isolada e retirada imediatamente.

"É uma mancha grande sem dúvida nenhuma, mas a questão de grandeza pouco importa. Primeiro é confinar e retirar a mancha. Se não conseguir isso, nós temos que fazer estudos e nos prepararmos para o próximo acidente para termos capacidade de reação. Caso contrário, isso vai se repetir sempre", disse.

Ainda de acordo com o instituto ambiental, técnicos devem usar navios para dispersar a mancha no mar. O órgão comunicou ontem o Ibama sobre o vazamento.

A Folha tentou contato com o Ibama, mas não havia obtido resposta até a conclusão desta edição.

"Através de empresas que atuam no plano de emergência da baía de Guanabara, vamos tentar providenciar junto ao Ibama as embarcações do ramo petrolífero para dispersar a mancha", explicou a presidente do instituto.

O Inea localizou a mancha após realizar dois sobrevoos na região, ontem de manhã. Pescadores locais fizeram anteontem a denúncia.

Eles dizem que o ponto onde está o derramamento de óleo fica a cerca de uma hora e meia de navegação em barco comum.