Milão: cardeal Scola rumo à nomeação

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04 Junho 2011

As consultas, as quinas e depois as ternas, os procedimentos que se dirigem à conclusão e a lista dos candidatos que são debulhados até chegar ao nome que Bento XVI – no fim das contas, o único a decidir – tinha em mente desde o início: o cardeal Angelo Scola (foto) para a cátedra de Ambrósio.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 03-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Aprofunda-se a vontade do Vaticano sobre a Cúria de Milão. "O Santo Padre quer o patriarca de Veneza como arcebispo de Milão, mas seguindo as etapas formais previstas". Falta ainda a reunião da Congregação dos Bispos, que era esperada para meados deste mês e, a este ponto, foi antecipada para a próxima semana, quinta-feira, dia 9 de junho. Será a última etapa de um processo iniciado em fevereiro, com as cartas que o núncio na Itália, Giuseppe Bertello, enviou aos bispos, cardeais italianos e também a personalidades leigas da Igreja para sondar os humores e pedir para que cada um indicasse três nomes para o novo arcebispo de Milão.

Assim, a prática passou para o Vaticano, para as mãos do cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, e, desde o mês passado, um grupo restrito de purpurados começou uma segunda consulta em torno de uma lista de cinco nomes: além dos cardeais Angelo Scola e Gianfranco Ravasi, "ministro da Cultura" do Vaticano, indicavam-se o bispo de Rimini, Francesco Lambiasi; Dom Aldo Giordano, observador da Santa Sé junto ao Conselho da Europa; e o núncio apostólico na Venezuela, Pietro Parolin.

Do outro lado do Tibre, vazou a informação de que, agora, a quina teria se tornado uma terna: além do patriarca Scola, Francesco Lambiasi e Aldo Giordano. Depois da discussão da próxima quinta, na "plenária" da Congregação – composta por 28 cardeais e quatro bispos –, o cardeal Marc Ouellet irá ao encontro do Papa para lhe apresentar formalmente a terna, e Bento XVI tomará a sua decisão.

O pontífice não é obrigado a nada. No passado, aconteceu (sobretudo em 1979, a nomeação justamente em Milão do padre jesuíta Carlo Maria Martini, reitor da Gregoriana) que o papa escolhesse um bispo fora da tríade, e, de fato, nas últimas semanas, também foram indicados nomes de outsiders de fora das listas, do bispo de Piacenza, Gianni Ambrosio, ao de Chieti, o teólogo Bruno Forte.

Mas, certamente, dos três nomes, Scola é o candidato favorito desde o início, enquanto os outros dois já faziam parte – juntamente com o arcebispo Cesare Nosiglia, depois nomeado – da terna indicada no ano passado para a diocese de Turim: e considera-se difícil que duas candidaturas ao lado de Turim possam se afirmar em Milão.

Dos cinco nomes sobre os quais se discutiu do outro lado do Tibre, porém, teriam permanecido fora o cardeal Gianfranco Ravasi e o arcebispo Pietro Parolin. E se Ravasi pareceu sempre mais se esquivar (ainda em dezembro, explicou no Duomo: "Minha vida será em estradas longe de Milão"), a candidatura do atual núncio na Venezuela é mais complexa. O nome do Parolin, antigo "número três" da Secretaria de Estado, despontou só por último e é de grande peso: vindo de Schiavon (Vicenza), sua candidatura poderia se apresentar também para a sucessão de Scola no patriarcado de Veneza.

Uma coisa é certa: nas nomeações decisivas do seu pontificado, Bento XVI sempre escolheu pessoas que estimava e conhecia pessoalmente. Isso também faz pender a balança para Scola: o patriarca e Ratzinger se conhecem há 40 anos, desde o nascimento da célebre revista de teologia Communio: foi fundada em 1972 por um grupo de grandes teólogos como Hans Urs von Balthasar, Henri de Lubac e o próprio Ratzinger, e entre os que contribuíam com a revista estava também Angelo Scola.

Do grupo da Communio, o próprio cardeal Ouellet faz parte. Só restava superar duas dúvidas: Scola já está em uma posição de absoluto destaque (o patriarca de Veneza comumente só sai para se tornar papa) e completa 70 anos, o que significaria um episcopado breve. Obstáculos que se tornam cada vez menos relevantes. O anúncio oficial do novo arcebispo de Milão deve chegar entre o final de junho e início de julho: de modo que, no dia 26 de junho, na Piazza Duomo, Tettamanzi poderá presidir, como arcebispo no cargo, a proclamação de três beatos ambrosianos, o Pe. Serafino Moray, a Irmã Enriqueta Alfieri e o Pe. Clemente Vismara.

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