Em Paris, a igreja de Saint-Merry recebe uma nova equipe pastoral para superar a crise

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30 Agosto 2021

 

A partir de 1º de setembro, a paróquia situada perto de Les Halles será confiada à comunidade de Santo Egídio. A diocese espera assim pôr um fim ao conflito com o centro pastoral Halles-Beaubourg, que está muito empenhado com os migrantes e as pessoas LGBT.

A reportagem é de Cécile Chambraud, publicada por Le Monde, 27-08-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Missão impossível

 

A igreja de Saint-Merry, perto do Centre Pompidou, no coração de Paris, terá uma nova equipe pastoral a partir de 1° de setembro. O arcebispo de Paris, mons. Michel Aupetit, confiou a animação da paróquia à comunidade de Santo Egídio, uma comunidade de leigos fundada em 1968 em Roma e que se difundiu desde então. A decisão tem a ambição de superar a crise que se abriu em fevereiro, quando o arcebispo havia retirado a missão ao Centre pastoral Halles-Beaubourg (CPHB), ligado à paróquia, mas distinto desta. O bispo Aupetit recriminava ao CPHB uma atitude agressiva e de confronto com o pároco de Saint-Merry, que jogou a toalha em fevereiro.

 

Diálogo aberto

 

Fundado em 1975 no bairro de Beaubourg e de Lês Halles, na época em plena transformação, o CPHB queria ser uma tentativa, para a Igreja Católica, de restabelecer o diálogo com partes da sociedade que via se distanciando a cada dia. Diálogo com os ambientes de arte contemporânea, ajuda aos migrantes, acolhimento de pessoas LGBT, luta contra a AIDS: ao longo dos anos o centro tornou-se o símbolo de um catolicismo aberto ou mesmo "de esquerda". O seu funcionamento pretendia ser inovador, estabelecendo uma corresponsabilidade dos leigos e do clero, também na preparação e na liturgia da missa dominical das 11h15, que atraia fiéis inclusive de fora da paróquia.

 

Palavra de Evangelho

 

A comunidade de Santo Egídio, cuja vocação é "a oração, os pobres, a paz", acredita que pode se inserir na comunidade da paróquia. “Conhecemos bem este bairro aberto aos pobres, aos estrangeiros, na encruzilhada das periferias geográficas e existenciais”, explica Valérie Régnier, presidente da comunidade na França, fazendo eco às palavras do Papa Francisco. “Há quinze anos começamos a rezar ali e a nos encontrar com aquelas pessoas”. A comunidade, empenhada em ajudar os migrantes, pretende manter "abertas" as portas deste "lugar de renovação espiritual aberto a todos". Dois padres formados na comunidade de Santo Egídio em Roma se instalarão em Saint-Merry.

 

Ancoragem extra-muros

 

A escolha de Santo Egídio parece habilidosa para alguns, mas não convence a equipe do CPHB, rebatizada de Saint-Merry-hors-les-murs. “Isso não resolve de forma alguma os problemas revelados pela crise em termos de pluralidade, de diversidade, de corresponsabilidade na Igreja”, explica Guy Aurenche, integrante da equipe há vinte anos. O grupo "não tem intenção de se deixar marginalizar”. Privado do lugar, se voltou para as ferramentas digitais. Pretende contribuir para o debate sinodal que se abrirá no outono europeu na Igreja Católica por iniciativa do Papa. Em breve encontrará "uma ancoragem" em uma missa celebrada uma vez por mês na igreja de Notre-Dame-de-l'Espérance, na rue de la Roquette no 11º arrondissement.

 

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