O cardeal esmoleiro do Papa visita os trabalhadores dos ‘guetos’ italianos

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01 Outubro 2019

O Papa envia seu esmoleiro, Cardeal Krajewski, entre os trabalhadores dos "guetos" de Capitanata, na região de Foggia, marcados pela exploração e trabalho informal. Ontem, o cardeal polonês, responsável pela caridade do Pontífice, levou a solidariedade de Bergoglio aos milhares de trabalhadores agrícolas, a maioria imigrantes da África (Nigéria, Gana, Senegal e Gâmbia), que vivem na miséria das favelas. A ocasião é o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados, que se registra no domingo. Ali se vive em condições "de grave precariedade em nível jurídico, habitacional e sanitário", denuncia a Esmolaria apostólica, portanto "com esse gesto o Pontífice deseja estar próximo de todas essas vítimas da marginalização e tornar-se a voz de seu pedido de ajuda".

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por La Stampa, 28-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

Em Borgo Mezzanone, a primeira visita. Na região da Capitanata, há uma forte presença de trabalhadores sazonais que se reúnem em barracos improvisados, ocupando ruínas o casas de fazenda abandonadas. O Vaticano destaca as causas da degradação: "A grave exploração do trabalho é alimentada pela falta de mecanismos de recrutamento formal dos trabalhadores e de fornecimento de moradia pelos empregadores". É assim que nascem os guetos, "com pouco ou nenhum acesso à água potável, sem esgoto e apenas formas fictícias de aquecimento em uma área com invernos muito rigorosos". Entre outras coisas, esse é um período de superlotação: a colheita de tomate leva ao número máximo de presenças de julho a setembro, com pelo menos 6.000 trabalhadores não qualificados buscando abrigo onde conseguem.

O primeiro assentamento visitado por Konrad Krajewski é o Borgo Mezzanone, uma fração de Manfredonia: uma comunidade rural de cerca de 800 habitantes. O outro é o Gran Gueto, na Località Torretta Antonacci, em San Severo. Em março de 2017, havia sido evacuado com a apreensão da área pela Diretoria Distrital Antimáfia de Bari, que propôs uma alternativa com tendas e contêineres ou estruturas municipais, sem, contudo, conseguir encontrar soluções reais e dignas. No incêndio que eclodiu na noite entre 1 e 2 de março de 2017, poucas horas antes do despejo, dois jovens do Mali morreram. Reconstruído com mais de 400 trailers e barracos, hoje sobrevivem ali de 800 a 900 pessoas durante a colheita de tomates, uvas e azeitonas.

 

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