Jantar com o Papa e 280 pessoas pobres para festejar Krajewski

Foto: Vatican News

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02 Julho 2018

Foto: Vatican Insider

No Vaticano, sem teto e pessoas necessitadas compartilham a mesa com o novo cardeal polonês. E a surpresa foi a chegada de Francisco, que ficou para jantar com eles.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 30-06-2018. A tradução é de André Langer.

O esmoleiro pontifício Konrad Krajevski disse imediatamente após o surpreendente anúncio do Papa Francisco, que o incluiu no elenco dos novos cardeais: “Esta púrpura é para os pobres e voluntários; eu não tenho nenhum mérito”. E assim, um dia depois de receber o barrete vermelho na Basílica de São Pedro das mãos de Bergoglio, “Don Corrado” quis festejar seu cardinalato convidando mais de duzentos pobres, necessitados, sem teto para jantar. Os convidados foram recebidos no refeitório dos funcionários do Vaticano. Os ingressos foram entregues aos sem teto nas estações de Roma ou distribuídos com a colaboração da Comunidade de Santo Egídio.

Servidos e assistidos por 80 voluntários que já colaboram normalmente com a Esmolaria Apostólica na distribuição de alimentos às pessoas que vivem em dificuldade ou não têm casa nas estações ferroviárias romanas, que incluem desde diáconos romanos permanentes até as irmãs de Madre Teresa, os pobres se sentaram à mesa em uma grande sala, no final da tarde do dia 29 de junho, festa dos santos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, depois de Krajewski concelebrar a missa com Francisco, os outros novos cardeais e os 28 arcebispos metropolitanos que receberam o pálio.

Foto: Vatican Insider

Mas a surpresa veio por volta das 18h30, quando chegaram o Papa Bergoglio, que celebrou os fundadores da Igreja de Roma, e o novo cardeal “Don Corrado”. Ele sentou-se à mesa com os pobres. “Olha, Don Corrado, eu não vim só por você, mas por todos eles!”, disse o Pontífice antes de se sentar. Também ajudou a servir a janta todo o pessoal da Esmolaria, junto com cerca de quarenta parentes e amigos do novo cardeal que vieram da Polônia.

Em uma recente entrevista com o vaticanista da Reuters, Phil Pullella, Francisco explicou que considerava o esmoleiro o “braço longo” do Papa estendido aos pobres e declarou que quis incluí-lo por este motivo no Colégio Cardinalício, embora o esmoleiro nunca tivesse recebido a púrpura.

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