Padre chileno renuncia pouco antes da ordenação episcopal

Bispo auxiliar de Santiago, Pe. Carlos Irarrázaval Errázuriz (Foto: YouTube)

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17 Junho 2019

Apenas três semanas depois que o Papa Francisco nomeou-o como bispo auxiliar de Santiago, o Pe. Carlos Irarrázaval Errázuriz recusou a posição no rastro da preocupação com os comentários que ele fez sobre a crise dos abusos sexuais, as mulheres e a tradição judaica.

A reportagem é de Catholic News Service, 14-06-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Arquidiocese de Santiago anunciou no dia 13 de junho que Francisco aceitou a renúncia de Irarrázaval do “ofício eclesiástico para o qual havia sido eleito”.

Sua ordenação episcopal havia sido marcada para o dia 16 de julho.

“A decisão foi fruto de um diálogo e de um discernimento conjunto, no qual o Papa Francisco valorizou o espírito de fé e humildade do presbítero, em favor da unidade e do bem da Igreja”, disse o anúncio da arquidiocese.

Apesar de não seguir em frente com a sua ordenação episcopal, afirmou-se, Irarrázaval continuará como pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, também conhecida como a comunidade paroquial de “El Bosque”. Francisco expulsou do sacerdócio o pároco anterior, Fernando Karadima, após múltiplas acusações de abuso sexual.

Irarrázaval causou uma tempestade na mídia e nas mídias sociais com comentários que ele fez para o jornal El Mercurio e depois para a CNN Chile.

Ele disse ao jornal que, quando se trata da crise dos abusos, é inútil “remexer arroz requentado”.

Quando lhe perguntaram o que ele quis dizer, ele afirmou à CNN que queria dizer que não era útil “ficar com o mesmo que já conhecemos, pois não há nada de novo”.

Embora a Igreja deva cuidar dos sobreviventes e é grata a eles por “levantarem a tampa da panela”, disse ele, a Igreja deve olhar para como a situação pôde ocorrer, e “temos que tirar lições daquilo que aprendemos para seguir em frente”.

Na mesma entrevista à CNN, ele elogiou as mulheres pelo seu envolvimento na Igreja, mas disse que elas não deveriam tentar ser homens e afirmou: “É certo que, na Última Ceia, não havia nenhuma mulher sentada à mesa, e temos que respeitar isso também”.

Ele ofendeu alguns membros da comunidade judaica quando explicou que Jesus não aceitava todas as restrições da sua comunidade judaica quando se tratava do seu relacionamento com as mulheres.

“A cultura judaica é uma cultura machista até hoje”, disse ele. “Se você vê um judeu caminhando pela rua, a mulher vai 10 passos atrás.”

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