Parolin: dialogamos com todos, por que não com Salvini?

Foto: Reprodução / Youtube

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Mai 2019

“O Papa continua a dizer isso: diálogo, diálogo, diálogo. E por que não Salvini? O cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, retorna sobre as recentes eleições europeias, questionado por jornalistas à margem da cerimônia de premiação promovida pela Fundação Centesimus Annus, defendendo "uma visão positiva e encorajadora" do velho continente, apesar das "tendências de recuo" certificadas pelas urnas. E quanto a Matteo Salvini, principal vencedor do voto italiano, reitera que não se deve "abusar" dos símbolos religiosos, e enfatiza que com o líder da Lega "é preciso dialogar", especialmente porque "o diálogo é necessário principalmente com quem não pensa como nós e com quem temos algumas dificuldades e alguns problemas”.

A entrevista é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada por Vatican Insider, 29-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

As eleições europeias recém concluídas viram a afirmação dos soberanistas em alguns países: qual é a sua opinião?

Vamos analisar o que aconteceu. Ao mesmo tempo, acredito que se deva olhar para frente, olhar para a frente no sentido de continuar a dialogar para construir a Europa que todos queremos, mesmo com todas essas tendências de fechamento sobre si mesmos e de questionamento do projeto europeu. Então eu seria por uma visão positiva e encorajadora no sentido de dizer: esta é a realidade, mas ainda podemos construir.

O ministro Matteo Salvini continua a usar símbolos religiosos, um tema sobre o qual você já se manifestou ...

Sim, já falei e repito o que disse: eu acredito que ao usar símbolos religiosos para manifestações de grupos, como são os partidos, corre-se o risco de abusar desses símbolos. Portanto, acredito que de nossa parte não podemos ficar indiferentes diante dessa realidade.

O cardeal Gerhard Ludwig Müller diz que, de qualquer modo, é preciso conversar com Salvini ...

O papa continua a dizer isso: diálogo, diálogo, diálogo. E porque não Salvini? Aliás, o diálogo é necessário principalmente com quem não pensa como nós e com quem temos algumas dificuldades e alguns problemas. Eu sou dessa opinião e, portanto, também com Salvini se deve dialogar.

A partir de amanhã, o Papa vai para a Romênia e para as fronteiras com a Hungria, onde visitará um santuário mariano: o que se espera desta viagem ao centro da Europa?

No que diz respeito à Romênia, o Papa estará lá para propor o programa que é o lema da viagem, isto é, caminhar juntos. E acima de tudo, com sua presença no santuário mariano, será um convite a todos para superar as divisões, até mesmo as divisões históricas que aconteceram, para descobrir o que temos em comum, principalmente, do nosso ponto de vista, a fé que temos em comum.

Há alguma novidade quanto à investigação sobre o cardeal Theodore McCarrick?

A Santa Sé já disse várias vezes que está realizando uma investigação, que está retomando toda a documentação referente ao caso e que, uma vez concluído o trabalho, haverá uma declaração.

Leia mais