Em audiência com o papa, bispos dos EUA não pedem a anunciada visita apostólica

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14 Setembro 2018

A partir da leitura da nota da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos da América, parece que os quatro prelados que se reuniram com o Papa Francisco nessa quinta-feira, 13, depois do meio-dia, não pediram a visita apostólica que, por sua vez, o cardeal Daniel DiNardo, presidente do episcopado estadunidense, havia antecipado dias atrás em algumas de suas declarações e entrevistas.

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 13-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O papa recebeu em audiência a cúpula da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos (USCCB): o cardeal Daniel DiNardo, arcebispo de Galveston-Houston, presidente da USCCB, com Dom José Horacio Gómez, arcebispo de Los Angeles, vice-presidente; o cardeal Sean Patrick O’Malley, O.F.M. Cap., arcebispo de Boston, presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores; e Pe. Brian Bransfield, secretário geral.

Tal visita tinha sido argumentada por Dom DiNardo no sentido de que era preciso “buscar a verdade”, e isso em relação ao caso McCarrick, sobre o qual ele se expressou assim: é necessário “um exame sobre como os graves fracassos morais de um irmão bispo podem ter sido tolerados por tanto tempo e não demonstraram qualquer impedimento ao seu avanço”.

O arcebispo de Galveston-Houston, cardeal DiNardo, no dia 17 de agosto, falou de “uma catástrofe moral” e de “fracasso da liderança episcopal, que abandonou dezenas de filhos de Deus diante de abusos de poder”, pedindo “humildemente perdão por aquilo que os meus irmãos bispos e eu fizemos e deixamos de fazer”.

O cardeal apresentou o esboço de um plano de renovação que será inteiramente discutido durante a conferência dos bispos em Baltimore, em novembro próximo. Naquela ocasião, o cardeal DiNardo anunciou que viajaria a Roma para apresentar o plano, os critérios e os objetivos, e pediria uma visita apostólica da Santa Sé para responder às muitas perguntas sobre a tragédia da Igreja estadunidense, mas também sobre a formação dos seminaristas e sobre a proteção dos menores.

Na declaração de poucas horas atrás, após o encontro com o papa, o cardeal DiNardo retoma alguns desses conceitos, mas não diz nada sobre a visita apostólica.

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