Austrália. Arcebispo de Adelaide, condenado por acobertamento, cede às pressões e renuncia

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Reformas essenciais necessárias em nossa Igreja hoje. Documento da Catholic Church Reform International

    LER MAIS
  • Os dois santos que me salvaram da escrupulosidade

    LER MAIS
  • A grande guerra contemporânea e a diplomacia vaticana. Entrevista com Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


31 Julho 2018

Fez-se esperar, mas, finalmente, se conseguiu. O arcebispo de Adelaide, Philip Wilson, condenado por acobertamento, sucumbiu às pressões e apresentou sua renúncia, aceita imediatamente pelo Papa Francisco.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 30-07-2018. A tradução é do Cepat.

Wilson, o eclesiástico de maior categoria do mundo a ser condenado por acobertamento de abusos, negava-se a renunciar até que se substanciasse o recurso apresentado diante dos tribunais australianos, mas sabia que não contava com o apoio do Episcopado do país, e muito menos do Papa, que dias após a condenação nomeava um administrador apostólico com plenos poderes na diocese.

Finalmente, conforme anuncia o Bolletino, Wilson renunciou ao cargo. O religioso terá que esperar até o dia 14 de agosto para ver se sua pena (12 meses de prisão) será cumprida na prisão ou sob prisão domiciliar, pois o prelado sofre Alzheimer e problemas de coração.

Assim que a renúncia se tornou conhecida, os bispos australianos emitiram um comunicado no qual esperavam que esta condenação possa dar “uma sensação de paz e cura aos abusados pelo sacerdote falecido” e reconhecem que os efeitos do abuso sexual “podem durar a vida toda”. “É preciso uma grande coragem para que os sobreviventes se aproximem para contar suas histórias”, dizem os bispos e afirmam que graças a eles puderam aprender a lição de sua “vergonhosa história de abuso e ocultamento”.

“A Igreja australiana realizou mudanças substanciais para garantir que o abuso e o acobertamento já não façam parte da vida católica e que as crianças estejam seguras em nossas comunidades”, destaca a nota, na qual os bispos se comprometem a “trabalhar com aqueles na Igreja e na sociedade que estão buscando implementar padrões de preservação fortes e consistentes” na Austrália.

Por sua parte, o bispo Greg O’Kelly, nomeado pelo Papa Francisco como Administrador Apostólico da Arquidiocese de Adelaida, no último dia 3 de junho, também interveio, afirmando que “devemos ser conscientes do impacto nos sobreviventes, em suas famílias e em todos aqueles que os amam”.

“Fui testemunha da angústia e a dor das vítimas”, disse o bispo, que pede que a Igreja continue fazendo tudo o que for possível para escutar e apoiar as vítimas, pois é fundamental “nosso compromisso com a segurança de cada criança em nossa Igreja e em nossas escolas”, conclui.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Austrália. Arcebispo de Adelaide, condenado por acobertamento, cede às pressões e renuncia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV