5º Congresso Americano Missionário: Migração e direitos humanos no centro do debate

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22 Julho 2018

Em meio a uma repressão do governo contra seus próprios cidadãos na Nicarágua, crescentes tensões na Venezuela e uma crise de separação familiar na fronteira entre os Estados Unidos e o México, milhares de representantes de todas as Américas se reuniram na Bolívia para discutir como Evangelii Gaudium pode ajudar a Igreja a evangelizar uma humanidade ferida.

A reportagem é de Christopher White, publicada por Crux, 21-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O que começou em 1977 em Torreón, no México, como uma assembleia para refletir sobre a exortação apostólica do Papa Paulo VI, Evangelii nuntiandi, se tornou uma prática regular, a cada cinco anos, para reunir a Igreja na América Latina.

Após a exortação do Papa João Paulo II em 1999, Ecclesia in America, que focou a solidariedade nas Américas, líderes dos Estados Unidos foram convidados a participar - e de acordo com o arcebispo Thomas Wenski de Miami, um dos delegados dos Estados Unidos - o encontro deste ano serviu como um lembrete da vitalidade e maturidade da Igreja latino-americana, que, segundo ele, está agora evangelizando o resto do mundo.

O 5º Congresso Americano Missionário, conhecido como CAM, foi realizado em Santa Cruz, na Bolívia, de 10 a 14 de julho, onde a exortação do Papa Francisco, Evangelii Gaudium, em grande parte considerada o modelo de seu papado, serviu como base para as discussões deste ano.

Wenski disse ao Crux que as preocupações centrais são a migração e os direitos humanos. Se juntaram ao arcebispo de Miami outros três bispos dos Estados Unidos - John Barres, de Rockville Center, Joe Vásquez, de Austin, e Eusebio Elizondo, de Seattle - e quase 40 outros indivíduos de ministérios dos Estados Unidos..

“Você realmente não pode falar sobre evangelização sem mencionar as realidades pelas quais as pessoas estão passando agora. Isso significa a realidade dos problemas migratórios e o aumento das violações dos direitos humanos”, disse Wenski. A CAM deste ano foi a terceira que Wenski participou. Os bispos da Nicarágua estavam ausentes, assim como os bispos do Haiti, enquanto apenas um bispo da Venezuela compareceu. "É lamentável, mas compreensível, dada a turbulência nesses países agora", completou Wenski.

A estrutura da conferência foi dividida entre sessões plenárias sobre temas específicos - com Wenski observando que as palestras de Hosffman Opsino do Boston College sobre migração, estava entre as mais populares. Wenski também disse que o encontro seguiu o paradigma da Doutrina Social da Igreja de aprender a “Ver, Julgar, e Agir” à luz do Evangelho. “Fazia parte da metodologia envolvida nesta conferência, como é com várias conferências convocadas em Roma, convocadas pelo Santo Padre”, disse Wenski ao Crux.

Ele ainda acrescentou que todo o evento lembrou muito a Convocação dos Líderes Católicos do último verão, organizada pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), que também foi centrada na Evangelii Gaudium.

Refletindo sobre sua experiência, Wenski disse que era impossível não perceber o quanto a experiência da Igreja da América Latina está moldando a Igreja global.

“A América Latina por muito tempo foi o destinatária dos missionários. Agora, cada vez mais a América Latina é quem envia as tropas. Há missionários da Igreja latino-americana no Congo, na Coréia e em muitos outros lugares”, ressaltou Wenski.

“A Igreja latino-americana amadureceu para se tornar uma Igreja missionária. Acho que não é apenas o sinal da vitalidade da Igreja, mas também a maturidade, que é capaz de compartilhar o evangelho", completou.

Segundo ele, uma prova disso é que o atual ocupante da Cátedra de São Pedro - Papa Francisco - é o primeiro da história a nascer na América Latina. “Evangelização é sobre relacionamentos”, resumiu sucintamente Wenski, em uma mensagem ao Congresso.

"A principal coisa que temos a lembrar sobre a evangelização, é que não estamos apenas gerindo a Igreja e controlando as estruturas. Se fizermos isso, esqueceremos qual é nossa missão básica, que é evangelizar”, afirmou Wenski.

"Jesus pregou contou aos seus discípulos sobre a cruz. Ele apenas disse: 'venha e veja’", completou.

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