Mais do que delação da Odebrecht, Planalto teme possíveis revelações de Eduardo Cunha

Imagem: Leonardo Shinagawa/Flickr

Mais Lidos

  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS
  • Trump bombardeia o Irã novamente e comete um erro colossal: ele não tem ideia de quem é seu inimigo

    LER MAIS
  • A Copa do Mundo que revelou o novo mapa do poder. Artigo de Carol Althaller

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Dezembro 2016

Da coluna “Painel” publicada por Folha de S. Paulo, 17-12-2016.

Integrantes do governo Temer dizem ter informações de que o pior das delações já passou. Mas quem acompanha a Lava Jato de perto afirma que as colaborações de Marcelo Odebrecht e de seu pai, Emílio, ainda poderão render dores de cabeça ao presidente da República. Nos bastidores, no entanto, o que a cúpula do Planalto mais teme não são os depoimentos de ex-executivos da empreiteira, e sim a convicção de que Eduardo Cunha não ficará em silêncio por muito tempo.

Cunha esperava que seus companheiros o ajudassem a tirá-lo da prisão rapidamente. Há dois meses trancado, dizem que sua paciência está rareando.

Há convicção no Planalto de que o ex-deputado falará de qualquer forma, mesmo que a Lava Jato não aceite firmar com ele eventual acordo de delação.

No roteiro de seu depoimento, Marcelo Odebrecht chegou a mencionar sugestão de Cunha para contratar a Kroll. A empresa de investigação corporativa poderia monitorar os passos da operação. O empresário jurou não ter acatado a ideia.

Ninguém acredita que a Odebrecht tenha comprado sozinha uma série de medidas provisórias que beneficiavam vários setores econômicos. Nos anexos, Cláudio Melo Filho cita uma empresa e duas associações interessadas em alterar leis.

Leia mais