Violência contra crianças e adolescentes é alarmante no Brasil

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A guerra dos EUA e Israel com o Irã: informação, análise e guerra assimétrica. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Julho 2016

Uma pesquisa realizada pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) aponta que o Brasil é o terceiro país com maior número de mortos na faixa etária dos dez anos. A pesquisa analisou um grupo de 85 nações. Somente em 2013, 10.520 crianças e adolescentes perderam a vida no País, o que representa uma média de 29 mortes por dia.

A informação foi publicada por Rádio USP, 13-07-2016.

O pesquisador Renan Theodoro, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, indica outro dado levantado pela pesquisa da Flacso: o Brasil apresenta também taxas muito altas de violência geral ou agressões. Mas a informação mais alarmante é que grande parte dessas agressões decorre das relações domésticas, e não só das relações públicas. A violência na própria residência é um risco para os jovens brasileiros.

O pesquisador ressalta que, na última década, o peso proporcional das mortes por causas naturais diminuiu, o que representa um fator positivo do aumento da qualidade de vida dos jovens no Brasil. Ele alerta, no entanto, que os homicídios aumentaram sua contribuição nas taxas de mortalidade.

Por fim, Theodoro afirma que a violência contra crianças e adolescentes no Brasil é bastante específica. Enquanto foi registrada uma queda significativa nos homicídios de crianças brancas a partir de 2003, o número de crianças negras assassinadas mais que dobrou. Para o pesquisador, isto mostra que existe um alvo para os homicídios no País e este alvo tem cor e perfil socioeconômico bem definidos.

Ouça a entrevista do pesquisador para a repórter Sandra Capomaccio: