“Jesus não é um mago. Ele toma os nossos pecados e nos dá a vida novamente”

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Por: André | 06 Junho 2016

“Deus quer nos perdoar. Jesus não é um mago, é a graça de esperar contra toda esperança e a ternura de Deus encarnada”. Em Cristo age “a imensa compaixão do Pai”, explicou o Papa Francisco ao comentar a leitura do Evangelho sobre a ressurreição do único filho, que morreu na adolescência, da viúva de Naim. “Jesus pede para si a nossa morte, para nos livrar dela e dar-nos a vida. E, com efeito, esse jovem despertou como de um sono profundo e começou a falar. E Jesus o devolve à sua mãe”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada por Vatican Insider, 05-06-2016. A tradução é de André Langer.

Portanto, “o acontecimento central da fé” é “a vitória de Deus sobre o sofrimento e a morte”, afirmou Francisco exortando os fiéis a “permanecer intimamente unidos à paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, para que se manifeste em nós o poder de sua ressurreição”.

O Papa entrou em procissão na Praça São Pedro para celebrar a missa e presidir o rito da canonização de dois novos santos: o polonês Estanislau de Jesus Maria Papczynski (1631-1701), fundador da Congregação dos clérigos marianos da Imaculada Conceição da Beata Virgem Maria, e a sueca Maria Isabel Hesselblad (1870-1957), que nasceu em uma família luterana e fundou a ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida.

“Com os pecadores – explicou Bergoglio –, a todos e a cada um, Jesus não cessa de fazer brilhar a vitória da graça que dá vida. E hoje e todos os dias, diz à Mãe Igreja: ‘Dá-me os teus filhos’, que somos todos nós. Ele toma sobre si todos os nossos pecados, apaga-os e nos devolve vivos à mesma Igreja. E isto acontece de modo especial durante este Ano Santo da Misericórdia”.

Trata-se de não fugir da “cruz, mas de permanecer ali, como fez a Virgem Maria, que sofrendo com Jesus recebeu a graça de esperar contra toda esperança”, explicou.

O Papa refletiu em sua homilia sobre as experiências de fé e sobre o apostolado de Estanislau e de Maria Isabel, fundadores de ordens religiosas: “permaneceram intimamente unidos à paixão de Jesus e neles se manifestou o poder de sua ressurreição”. Na paixão de Cristo, destacou o Pontífice, “está a resposta de Deus ao grito angustiado e às vezes indignado que provoca em nós a experiência da dor e da morte”.

“Os santos não são super homens, nem nasceram perfeitos. Quando conheceram o amor de Deus, seguiram-no, a serviço dos outros”, recordou neste domingo Francisco em um tuíte.

Depois da cerimônia, durante o Angelus, Francisco saudou a presença de todos na celebração: “agradeço especialmente às delegações oficiais que vieram para as canonizações: a da Polônia, dirigida pelo próprio presidente da República, e a da Suécia. Que o Senhor, pela intercessão dos dois novos santos, abençoe suas nações”.

Ao final da missa, Francisco recordou os países em que nasceram os novos santos, os mesmos que visitará nos próximos meses: a Polônia, no final de julho, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, e a Suécia, no final de outubro, para as celebrações pelos 500 anos da Reforma com a Igreja luterana em Lund.

Também se dirigiu a todos os grupos de fiéis italianos e peregrinos de diferentes países que estavam presentes, “em particular os fiéis da Estônia, assim como da diocese de Bolonha, e as bandas de música”. E acrescentou: “Todos juntos, dirijamos agora uma oração à Virgem Maria, para que nos guie sempre pelo caminho da santidade e nos apóie na construção da justiça e da paz dia a dia”.