Trump e líderes da IA: "Regras voluntárias, mas sem novas restrições." E será chamada de "superinteligência"

Donald Trump | Fotos: Google DeepMind/Unsplash|Molly Riley/Flickr

Mais Lidos

  • Organismo ligado à CNBB produz relatório mostrando histórico de ataques da extrema direita contra os católicos

    LER MAIS
  • “O capitalismo não é algo natural para os seres humanos; na verdade, é muito estranho”. Entrevista com Sven Beckert, historiador

    LER MAIS
  • Lula cresce após fim das bets e polêmica religiosa

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

30 Setembro 2026

O magnata se reúne com líderes do setor e relança a corrida pelo desenvolvimento: "Não vamos ceder ao medo; se pararmos, a China vencerá."

A reportagem é de Paolo Mastrolilli, publicada por La Repubblica, 30-09-2026.

A solução para os temores gerados pela inteligência artificial é a "autorregulamentação", e não novas restrições governamentais. Essa é a posição escolhida por Donald Trump, após o almoço de ontem com líderes do setor, que terminou com a assinatura de um acordo de quatro pontos para gerenciar a tecnologia do futuro.

O chefe da Casa Branca tem afirmado consistentemente que não tem intenção de desacelerar a busca dos Estados Unidos pelo que ele chama de "superinteligência" (este será o termo usado nos EUA daqui para frente, por meio de decreto executivo, exigindo que departamentos e agências adotem o novo termo e a sigla "SI" em correspondências, comunicações públicas e documentos de políticas, abandonando a designação anterior). Isso se deve a pelo menos dois motivos: o primeiro é que quem quer que vença dominará o mundo e, como "os EUA estão atualmente à frente da China, quero que continue assim". O segundo é econômico, porque restringir as empresas de IA agora exporia os EUA ao risco de uma recessão que o presidente não pode se dar ao luxo de enfrentar, enquanto a guerra no Irã está penalizando o mercado de ações e reacendendo a inflação.

Na manhã de ontem, Trump apresentou o novo site governamental com inteligência artificial, America.gov, e em seguida convidou gigantes da indústria para um almoço, incluindo Dario Amodei da Anthropic, Sam Altman da OpenAI, Alex Karp da Palantir, Jensen Huang da Nvidia, Mark Zuckerberg da Meta, Elon Musk da SpaceX, Sundar Pichai do Google, Satya Nadella da Microsoft e Jeff Bezos da Amazon. O novo site pode tê-lo decepcionado, porque quando lhe perguntaram quem venceu a eleição presidencial de 2020, ele não disse Trump.

Sobre o futuro da inteligência artificial, porém, ele se manteve firme : "Não aceitamos a mediocridade ou a estagnação, especialmente no governo, porque os americanos acreditam na excelência e na melhoria contínua. Se não melhorarmos, mais cedo ou mais tarde todos nos alcançarão." Portanto, "não devemos ceder aos temores sobre o que as tecnologias serão capazes de fazer conosco. Somos nós que decidimos que elas farão coisas verdadeiramente incríveis, especialmente na área médica." O America.gov "é apenas uma prévia do que será possível com a superinteligência, que é o nome oficial nos Estados Unidos." Ele então advertiu: "Jamais sufocarei o crescimento de uma tecnologia destinada a ser maior que a revolução industrial. Ela é muito maior que a internet. Nós a vemos e não podemos sufocá-la." Além disso, "temos uma clara vantagem e o Presidente Xi sabe disso. Não há ninguém em terceiro lugar. Está tudo entre nós e a China. Quem vencer na superinteligência, vencerá tudo. Haverá um vencedor e um perdedor, nem mesmo um segundo lugar. Agora estamos à frente da China e de todos os outros, e quero que continue assim. A única maneira de alcançar isso é fazendo exatamente o que estamos fazendo agora. Não queremos atrapalhar o crescimento."

O acordo de quatro pontos

Após o almoço, a Casa Branca anunciou um acordo assinado por Trump, Pichai, Amodei, Zuckerberg e Brockman em nome da OpenAI, Musk e Huang. O primeiro ponto compromete as empresas a implementarem "controles internos robustos"; o segundo, a criarem equipes para verificar sua implementação; o terceiro, a colaborarem com um grupo de auditores externos para avaliar a eficácia dos controles; e o quarto, a formarem um comitê para supervisionar os sistemas de verificação interna e externa. Segundo Trump, que também afirmou que "dentro de três ou quatro dias" nomeará seu "czar da IA", o chefe da força-tarefa de superinteligência, isso será suficiente para garantir a segurança.

Inscreva-se no ciclo de estudos aqui

Leia mais