Mais de 5,3 mil escolas gaúchas ainda usam poços e fossas; projeto busca atingir saneamento universal até 2033

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17 Setembro 2026

Entre demandas urgentes como trocas de telhados, reparos de infiltrações e gastos com manutenção, a adequação da infraestrutura de água e esgoto acabou ficando para trás em milhares de escolas do Rio Grande do Sul. Das 11.045 instituições de ensino públicas e privadas gaúchas, 4,1 mil ainda tinham fossa e 1.227 contavam com poço artesiano, conforme o Censo Escolar 2025, a partir de informações de 2024.

Eis a reportagem.

Segundo o estudo "Futuro em Risco", divulgado pelo Instituto Trata Brasil em outubro de 2024, a falta de saneamento básico aumenta em quase 50% a probabilidade de o estudante apresentar disparidade idade-série na infância. Isso faz com que o aluno chegue ao final da adolescência com um atraso escolar acumulado 1,8 ano maior na comparação com jovens com acesso aos serviços.

A pesquisa também mostrou que, em 2024, mais de 100 mil crianças de até nove anos foram internadas no Brasil por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

A adequação aos sistemas de água e esgoto acontece sem custos para a escola. A iniciativa ocorre em um contexto de mudanças na legislação: desde o início de 2026, uma lei nacional tornou obrigatório que as instituições de ensino tenham abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário, entre outras exigências básicas de infraestrutura.

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