Será que a Coca-Cola teve origem em um mosteiro?

Foto: Hamed Mohtashami Pouya/Unsplash

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31 Julho 2026

A notícia de um precursor monástico da cola no século XIX está causando bastante alvoroço. No entanto, a ideia não é totalmente nova, como revela uma análise da história papal. 

A informação é publicada por Katholisch, 30-07-2026.

Raramente uma matéria de um jornal religioso regional causou tanto alvoroço internacional quanto uma reportagem do jornal diocesano "Toscana Oggi". Em sua edição online de quarta-feira, o semanário, administrado por diversas dioceses católicas da Toscana, publicou uma matéria sobre um possível ancestral eclesiástico da mundialmente famosa e ainda secreta receita da Coca-Cola. Muitos veículos de comunicação repercutiram a notícia.

Segundo o jornal "Toscana Oggi", o padre dominicano Manuel Russo descobriu a mistura por acaso na farmácia do convento de San Marco, em Florença. Ele encontrou um pedaço de papel amarelado, datado de meados do século XIX, enquanto fazia a limpeza.

Elixir revigorante à base de coca

O relatório descreve uma bebida que poderia ser considerada precursora do refrigerante Coca-Cola, posteriormente comercializado globalmente. Segundo o relatório, o "elixir" continha folhas de coca e nozes de cola que, em uma mistura à base de vinho, liberavam seus princípios ativos na bebida revigorante.

Isso é semelhante aos ingredientes que o farmacêutico americano John Stith Pemberton misturou posteriormente para criar seu refrigerante de cola original, lançado nos EUA na década de 1880 como "French Wine Cola" e a partir do qual o refrigerante Coca-Cola se desenvolveu. Somente nas décadas seguintes os ingredientes cocaína foram substituídos por cafeína e álcool por refrigerante adoçado.

Os papas gostavam de bebidas à base de coca.

A descoberta do "vinho de coca" italiano faz parte de uma longa história de consumo de bebidas à base de coca dentro da Igreja. O mais famoso apreciador de vinho de coca no final do século XIX foi o Papa Leão XIII (1878-1903). Ele era um consumidor tão entusiasta do vinho de coca então conhecido como "Vin Mariani" que o fabricante usou o retrato do Papa em sua publicidade. Esse anúncio ainda pode ser encontrado na Wikipédia. Diz-se que os sucessores de Leão, Bento XV e Pio X, também apreciavam a bebida.

O Papa Leão XIII também tinha uma notável predileção por rapé. Apesar de usar regularmente diversas substâncias viciantes, ele chegou à idade, mais do que bíblica, de 93 anos. 

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