A extrema-direita conquista a Europa: do poder nacional à Internacional Trumpista. Artigo de Eric Toussaint

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29 Julho 2026

“A ascensão da extrema-direita na Europa não é um acidente eleitoral nem um interlúdio político. Ela se tornou uma das principais manifestações da profunda crise que as sociedades europeias enfrentam. Diante das crises econômicas, sociais, ecológicas, geopolíticas e democráticas, uma parcela crescente das classes dominantes e das forças conservadoras já não vê a extrema-direita como um perigo a ser contido, mas como um parceiro político legítimo”. A reflexão é de Eric Toussaint, em artigo publicado por Sin Permiso, 24-07-2026. A tradução é do Cepat.

Eric Toussaint é um historiador belga e porta-voz do Comitê para a Abolição da Dívida Ilegítima, anteriormente conhecido como Comitê para o Cancelamento da Dívida do Terceiro Mundo, que ele ajudou a fundar. Historiador de formação, possui doutorado em ciência política pela Universidade de Liège e pela Universidade Paris VIII.

Eis o artigo.

A ascensão da extrema-direita na Europa e sua participação no poder

A extrema-direita registrou um crescimento eleitoral significativo na Europa nos últimos 15 anos. Com poucas exceções, todos os partidos de extrema-direita ou neofascistas na Europa manifestam simpatia pelas posições de Trump. Muitos de seus líderes buscam ser vistos ao lado de Trump e adotam seu estilo de comunicação.

Em relação à Europa, a nova estratégia de segurança nacional de Trump afirma: “Queremos apoiar nossos aliados na preservação da liberdade e da segurança da Europa, ao mesmo tempo em que restauramos a confiança civilizacional da Europa e sua identidade ocidental”. O documento acrescenta ainda: “Os Estados Unidos incentivam seus aliados políticos na Europa a promover essa renovação, e a crescente influência dos partidos patrióticos europeus é, de fato, motivo de grande otimismo”. Trump e seu círculo mais próximo saúdam, portanto, a ascensão eleitoral da extrema-direita na Europa, buscando reestruturar a ordem política europeia e promover um bloco internacional neofascista centrado no trumpismo e nos interesses das grandes corporações privadas dos EUA.

Partidos de direita radical ou de extrema-direita integram o governo em vários países europeus, especialmente na Itália, Finlândia, Croácia, Eslováquia e República Tcheca. Na Suécia, os Democratas Suecos (Sverigedemokraterna) não participam formalmente do governo de minoria, mas lhe oferecem apoio parlamentar. Na Bélgica, o N-VA – um partido nacionalista flamengo de extrema-direita (integrante do Grupo ECR de Giorgia Meloni no Parlamento Europeu) – lidera o governo federal com Bart De Wever como primeiro-ministro.

A extrema-direita tornou-se a principal força política em vários países europeus. Na Itália, o partido Fratelli d’Italia, de Giorgia Meloni, domina a vida política desde as eleições de 2022. Na França, o Rassemblement National, de Marine Le Pen, tornou-se a principal força eleitoral e está às portas do poder. Na Áustria, o FPÖ (Partido da Liberdade) ficou em primeiro lugar nas eleições legislativas de 2024. Em Flandres (Bélgica), o partido da extrema-direita Vlaams Belang conquistou o primeiro lugar nas eleições europeias de junho de 2024, à frente do N-VA, um partido nacionalista flamengo. Nos Países Baixos, o PVV (Partij voor de Vrijheid – Partido pela Liberdade), de Geert Wilders, ficou em segundo lugar, atrás do D66, nas eleições de 2025. Na Hungria, o Fidesz (Aliança Cívica Húngara), de Viktor Orbán – derrotado nas eleições de 2026 –, permanece como a segunda maior força política do país. Na Alemanha, a Alternative für Deutschland (AfD) tornou-se a segunda maior força política do país, obtendo 20,8% dos votos nas eleições nacionais realizadas em 23 de fevereiro de 2025.

Após as eleições de junho de 2024, a presidente da Comissão Europeia (a conservadora alemã Ursula von der Leyen) firmou um acordo com o grupo parlamentar de extrema-direita liderado pela italiana Giorgia Meloni; esse acordo permitiu ao grupo garantir o cargo de vice-presidente executivo da Comissão Europeia [1], bem como as presidências de três comissões [2]. Isso é significativo, uma vez que as três comissões presididas por membros do grupo parlamentar europeu de Meloni são as da Agricultura, Orçamento e Petições. A comissão PETI, presidida pelo ultraconservador polonês Bogdan Rzońca, é responsável por examinar petições apresentadas por cidadãos ou residentes da União Europeia [3]. Na prática, uma petição pode ser declarada admissível ou inadmissível. O fato de a presidência de três comissões caber a um representante da extrema-direita reforça a influência institucional e a credibilidade dessa corrente política.

No Parlamento Europeu, a partir de julho de 2026, os três grupos parlamentares de extrema-direita detêm um total combinado de 196 assentos: o ECR – grupo centrado em Meloni – conta com 84 eurodeputados [4]; o grupo “Patriotas pela Europa”, liderado por Marine Le Pen e Viktor Orbán, tem 85[5]; e o grupo “Europa das Nações Soberanas”, formado em torno do partido alemão AfD, possui 27[6]. Se esses três grupos se unissem, a extrema-direita assumiria a liderança no Parlamento Europeu com 196 eurodeputados – 12 a mais do que o maior grupo do Parlamento, o conservador (e cada vez mais inclinado à direita) Partido Popular Europeu (PPE), que detém 184 assentos.

O grupo parlamentar que representa os partidos social-democratas e socialistas conta com 135 eurodeputados. O grupo Renew, que inclui o partido de Emmanuel Macron, entre outros, tem apenas 78 eurodeputados, tendo perdido cerca de 20 assentos em 2024 em comparação com as eleições de 2019 – perdas que beneficiaram amplamente a extrema-direita. O grupo dos Verdes Europeus detém 53 assentos, após uma perda de 17 cadeiras em 2024 em relação a 2019. Em seguida, vem o grupo de esquerda do Parlamento Europeu The Left), com 45 eurodeputados (um aumento em relação aos 37 eleitos em 2019).

A maioria alternativa de direita e extrema-direita buscada por Ursula von der Leyen e pelo PPE

A histórica aliança denominada “Von der Leyen” (composta pelo PPE, pelos socialistas do S&D e pelos centristas do Renew Europe) mantém uma vantagem de pouco mais de 30 assentos acima do limite da maioria absoluta, uma posição frequentemente reforçada pelos votos dos Verdes. No entanto, para aprovar políticas de direita cada vez mais extremas, a liderança da UE não hesita em buscar apoio nos três grupos parlamentares da extrema-direita quando percebe que os eurodeputados socialistas, verdes ou centristas rejeitarão as propostas. É assim que surgiu uma maioria alternativa de direita. Para contornar a esquerda, o PPE recorre cada vez mais a uma “maioria de direita” (unindo o PPE a grupos soberanistas e de extrema-direita: ECR, Patriotas pela Europa e ESN) [7]. Esse bloco, que conta com cerca de 390 assentos, permite aprovar medidas cada vez mais desumanas em relação ao controle de fronteiras, ao aumento dos orçamentos de defesa, à desregulamentação industrial e ao abandono de compromissos de proteção ambiental.

A votação do Parlamento Europeu em março de 2026 que aprovou o endurecimento da política migratória desumana da UE

Um exemplo perfeito e histórico dessa mudança concretizou-se durante a votação de um novo regulamento sobre “retornos” (política migratória) em 26 de março de 2026 [8]. Naquele dia, o tradicional cordon sanitaire (cordão sanitário) foi rompido em favor de uma aliança de direita sem precedentes. O Parlamento Europeu foi chamado a decidir sobre a reforma do sistema comum de expulsão de nacionais de países terceiros em situação irregular. Impulsionada pelo relator de direita François-Xavier Bellamy (PPE/França), a proposta previa um endurecimento drástico das regras de expulsão.

O texto aprovado prevê, em particular: a extensão da duração da detenção administrativa de migrantes, que agora pode chegar a 24 meses; a possível transferência de pessoas expulsas para territórios fora da UE (“centros de retorno”) com base em acordos com países terceiros; a exigência de que uma decisão de expulsão adotada por um Estado-Membro (por exemplo, França ou Bélgica) seja automaticamente reconhecida e executada por outro (por exemplo, Espanha); e a limitação dos efeitos suspensivos de recursos, o que significa que um migrante poderia ser expulso mesmo antes de seu recurso ter sido totalmente analisado.

A esquerda (S&D), os Verdes e uma parcela significativa do grupo centrista (Renew Europe) tentaram bloquear o texto, considerando-o incompatível com os direitos fundamentais. Em circunstâncias normais, essa oposição dos aliados habituais do PPE teria sido suficiente para rejeitar um texto. Para garantir a aprovação de sua reforma, o PPE realizou uma guinada completa à direita. O grupo do PPE (de direita) obteve apoio do grupo liderado por Giorgia Meloni (Conservadores e Reformistas EuropeusECR), do grupo Patriotas pela Europa (presidido por Jordan Bardella) e do grupo “Europa das Nações Soberanas” (liderado pelo partido neofascista AfD).

A tentativa da esquerda e do centro de bloquear a medida fracassou. O texto foi aprovado por ampla maioria (389 votos a favor, 206 contra e 32 abstenções), graças a uma coalizão de votos que abrangeu desde o centro-direita até a extrema-direita. Esta votação confirma que o Parlamento Europeu opera agora com uma “geometria variável” desinibida. O PPE já não hesita em formar alianças estruturais com a extrema-direita para remover obstáculos legislativos em questões de competência estatal – como imigração ou segurança – e para congelar regulamentações ambientais.

Os principais pontos de convergência entre apoiadores de Trump e movimentos de extrema-direita neofascistas da Europa e da América Latina

Com exceção da questão da Groenlândia [9] e da maneira como Trump conduz a guerra contra o Irã, os partidos de extrema-direita europeus simpatizam profundamente com a orientação neofascista e imperialista de Donald Trump e de outros líderes da extrema-direita em todo o mundo – especialmente o governo Netanyahu em Israel, o governo de Javier Milei na Argentina, o novo presidente chileno alinhado a Pinochet, José Antonio Kast, o novo presidente colombiano da extrema-direita Abelardo de la Espriella (apelidado de “El Tigre”), o presidente neofascista de El Salvador, Nayib Bukele, e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Além do apoio ideológico e das declarações públicas, a extrema-direita europeia está agora integrada a redes de coordenação política transnacionais diretamente ligadas ao trumpismo. O principal ponto de encontro é a Conservative Political Action Conference (Conferência Política de Ação Consdervadora), um grande evento anual da extrema-direita dos EUA que tem ganhado dimensão global. Desde o início da década de 2020, líderes e representantes de partidos como AfD, Vox, Rassemblement National, Fidesz, Fratelli d’Italia, Chega, Vlaams Belang e até mesmo o AUR da Romênia têm participado regularmente ao lado de Donald Trump, de seu círculo mais próximo (Steve Bannon, J.D. Vance, Mike Flynn) e de líderes da extrema-direita latino-americanos. A CPAC serve como uma plataforma ideológica global para disseminar e harmonizar os temas centrais do trumpismo: a guerra de civilizações, a rejeição do multilateralismo, a hostilidade em relação à UE, a obsessão pela imigração, os ataques aos direitos das mulheres e das minorias, o ceticismo climático e a criminalização da esquerda e dos movimentos sociais.

Essa internacionalização foi ainda mais reforçada pela participação ativa de Javier Milei, Jair Bolsonaro e seu filho Flávio, bem como de José Antonio Kast. Trump apresenta sistematicamente essas figuras latino-americanas como modelos de “resistência ao socialismo” e de restauração da ordem autoritária. Os encontros da CPAC realizados fora dos Estados Unidos – no Brasil, no México, na Argentina e na Hungria – confirmam a existência de um eixo transatlântico e transcontinental que liga Washington a certas capitais europeias e à América Latina reacionária. Não se trata apenas de intercâmbios simbólicos; esses fóruns facilitam a circulação de financiamento, estratégias eleitorais, técnicas de comunicação digital e métodos de polarização social inspirados pelo movimento MAGA.

Ao lado da CPAC, o partido espanhol Vox desempenha um papel central na estruturação dessa rede internacional, especialmente através do Fórum de Madri, lançado em 2020. Apresentado como uma alternativa “patriótica” aos fóruns progressistas internacionais, o Fórum de Madri reúne partidos e líderes da extrema-direita da Europa e da América Latina – incluindo Milei, Bolsonaro e Kast –, bem como representantes do RN, do Chega, do Fratelli d’Italia e de partidos da Europa Central.

O Fórum de Madri e as iniciativas do Vox servem como um elo de ligação entre o trumpismo, a extrema-direita europeia e os movimentos de direita radical latino-americanos, articulando um discurso explicitamente contrário à esquerda, ao feminismo, ao ambientalismo, aos direitos humanos e a qualquer forma de soberania popular que não seja autoritária. Embora composta por uma justaposição de forças nacionais, a extrema-direita apresenta-se como um bloco ideológico internacional coerente, tendo Donald Trump atualmente como seu principal polo político, midiático e simbólico.

Conclusão

A ascensão da extrema-direita na Europa não é um acidente eleitoral nem um interlúdio político. Ela se tornou uma das principais manifestações da profunda crise que as sociedades europeias enfrentam. Diante das crises econômicas, sociais, ecológicas, geopolíticas e democráticas, uma parcela crescente das classes dominantes e das forças conservadoras já não vê a extrema-direita como um perigo a ser contido, mas como um parceiro político legítimo. O abandono gradual do cordon sanitaire, as alianças cada vez mais frequentes entre o Partido Popular Europeu e grupos de extrema-direita no Parlamento Europeu, e o acesso destes últimos a cargos institucionais, tudo isso sinaliza uma transformação duradoura do panorama político europeu.

Ao mesmo tempo, essas forças integram um verdadeiro movimento internacional reacionário, tendo Donald Trump atualmente como seu principal polo político e ideológico. Uma rede transatlântica está sendo construída em torno dele, conectando governos, partidos, fundações, veículos de comunicação, grupos de interesse e grandes fortunas que trocam análises, estratégias, financiamento e técnicas de comunicação para acelerar sua conquista do poder.

No entanto, seria um erro acreditar que essa evolução é inevitável. A história mostra que ofensivas autoritárias podem ser frustradas quando movimentos sociais, sindicatos e forças feministas, ambientalistas, antirracistas e antifascistas – juntamente com grupos políticos de esquerda – conseguem construir mobilizações convergentes e alternativas credíveis. Diante de uma extrema-direita organizada em escala internacional, os movimentos de resistência também precisam ampliar sua capacidade de ação, solidariedade e coordenação transfronteiriça.

A questão, portanto, já não é se a extrema-direita está prestes a chegar ao poder na Europa: ela já governa partes do continente e exerce profunda influência sobre as políticas públicas em outras. O verdadeiro desafio é saber se as forças comprometidas com a democracia, os direitos sociais, a igualdade, a paz e a justiça climática conseguem, por sua vez, construir um projeto ambicioso o suficiente para reverter essa maré.

Notas

[1] O Grupo ECR garantiu a nomeação de um de seus membros, Raffaele Fitto (Itália) – do partido de Meloni (Fratelli d’Italia) –, como Vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia (para o mandato da Comissão “Von der Leyen II”, que assumiu em 01-12-2024), para a pasta de “Coesão e Reformas”.

[2] Johan Van Overtveldt (membro do Grupo ECR de Meloni no Parlamento Europeu e do partido N-VA, da Bélgica) foi eleito presidente da Comissão de Orçamento (BUDG). Veronika Vrecionová (ECR, República Tcheca) foi eleita presidente da Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural (AGRI). Bogdan Rzońca (ECR, Polônia) foi eleito presidente da Comissão de Petições (PETI) do Parlamento.

[3] Em relação à Comissão PETI, consultar o site do Parlamento Europeu. A Comissão PETI pode declarar uma petição admissível ou inadmissível, solicitar esclarecimentos à Comissão Europeia ou a um Estado-Membro, organizar audições públicas, enviar missões de investigação a um Estado-Membro, elaborar relatórios e resoluções que instem a Comissão ou os governos a agir, e assegurar o acompanhamento das decisões do Defensor do Povo Europeu (European Ombudsman).

[4] Entre as eleições de junho de 2024 e julho de 2026, o grupo ECR conquistou 6 assentos adicionais, elevando o seu total para 84 deputados ao Parlamento Europeu. Acessado em 24-07-2026.

[5] O grupo “Patriotas pela Europa”, de Marine Le Pen e Viktor Orbán, conquistou uma cadeira adicional entre as eleições de junho de 2024 e meados de 2026. O grupo conta com 85 membros no Parlamento Europeu. Acessado em 24-07-2026.

[6] O grupo “Europa das Nações Soberanas”, formado em torno do partido alemão AfD, cresceu de 25 para 27 deputados no Parlamento Europeu entre junho de 2024 e meados de 2026. Acessado em 24-07-2026.

[7] Juliette Raulet-Descombey, “Novas alianças no Parlamento Europeu: a barreira entre a direita e a extrema-direita rompeu-se”, Fundação Jean Jaurès, publicado em francês em 10-06-2026. Acessado em 24-07-2026.

[8] Esta votação ainda não constitui a adoção definitiva do novo regulamento. Ela representou o sinal verde necessário para que o Parlamento Europeu iniciasse as negociações de “trílogo” com o Conselho da UE (que representa os governos dos Estados-Membros) e a Comissão, a fim de finalizar o regulamento.

[9] La Nación, “La extrema derecha y los populistas europeos se distancian de Trump por Groenlandia”, Sarah Marsh e Elizabeth Pineau, publicado em 21-01-2026, Reuters.

[10] Consultar o site da Assembleia Nacional Francesa (em francês e inglês). Acessado em 10-07-2026. O número de 194 deputados supera os resultados da NFP de junho de 2024, uma vez que vários parlamentares eleitos aderiram aos socialistas e grupos aliados, aos Ecologistas e ao PC e seus aliados. O número de deputados do LFI permaneceu estável.

[11] JDD, “Nossa submissão seria um erro histórico: Bardella urge a UE a responder às tarifas de Trump”, publicado em francês em 20-01-2026. Acessado em 19-07-2026.

[12] Bertrand Henne, “Quem quer uma Europa Maga?”, publicado em francês pela RTBF em 8 de dezembro de 2025. Consultado em 19-07-2026.

[13] Na Holanda, a extrema direita (o PVV de Geert Wilders) abandonou a coligação governamental em junho de 2025. Após as eleições de 29 de outubro do mesmo ano, nas quais os resultados deste partido foram consideravelmente reduzidos, um novo governo foi formado sem a participação do PVV. Em 2023 o PVV tinha experimentado um forte avanço, passando de 17 cadeiras em 2021 para 37 em 2023. Em outubro de 2025 o PVV sofreu um grande revés com a perda de 11 cadeiras, ficando com 26. Nas eleições, o partido de centro-direita D66 obteve um sucesso eleitoral que lhe permitiu ultrapassar o PVV em cerca de 30.000 votos. O D66 obteve cerca de 1.790.000 votos, contra aproximadamente 1.760.000 do PVV.

[14] Euronews, «Elecciones presidenciales en Rumanía: el candidato de extrema derecha obtiene más del 40 % en la primera vuelta», publicado no dia 5 de maio de 2025. Consultado em 24-07-2026

[15] Euronews, “Rumanía: el proeuropeo Nicușor Dan gana las elecciones presidenciales”, EFE/EPA, publicado em 18/05/2025. Consultado em 24-07-2026.

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