Fomos aos bastidores da clonagem de animais de estimação

Foto: Ogie/Unsplash

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07 Julho 2026

A cantora Barbra Streisand e o presidente argentino Javier Milei estão longe de ser os únicos a clonar seus animais de estimação. A cada ano, mais e mais pessoas recorrem aos serviços da ViaGen, uma das únicas quatro empresas no mundo que criam cópias “idênticas” certificadas de mamíferos vivos ou mortos. É um negócio opaco, mas em expansão, que atrai clientes dispostos a se endividar pela promessa de um “amor que nunca morre”. Para marcar o 30º aniversário do nascimento de Dolly, a ovelha, o primeiro animal clonado da história, compartilhamos esta reportagem, originalmente publicada na edição de inverno de 2025 da nossa revista FUTUR.

A reportagem é de Laure Andrillon, publicada por Usbek & Rica, 05-07-2026. A tradução é do Cepat.

Kelly Anderson não vai a lugar nenhum sem uma lembrança da Chai, sua gata Ragdoll de pelo sedoso, branco e de comprimento médio, que morreu repentinamente devido à anestesia em 2017. Em seus antebraços, a adestradora de cães texana de 35 anos tatuou o rosto redondo e a expressão curiosa da Chai no braço direito e, no esquerdo, a silhueta estilizada da Belle, seu clone. Sua “nova melhor amiga” é idêntica à original, exceto pelo fato de que a cor bege de sua pelagem termina nas orelhas, em vez de cobrir todo o rosto. “Eu nunca tive a intenção de ressuscitar minha gata. Eu só queria manter um pedaço dela vivo”. Chai era como sua sombra. “Não existe palavra para descrever esse tipo de ligação. Existe ‘alma gêmea’, mas isso não chega nem perto”, reflete, mexendo em seu pingente azul feito com as cinzas do gato.

Na noite da morte da Chai, Kelly Anderson passou a noite no site da ViaGen, que descobrira por acaso durante uma conversa algumas semanas antes. Este laboratório é o único nos Estados Unidos a oferecer (desde 2015) serviços de clonagem para animais de estimação (cães e gatos), além da clonagem de cavalos, disponível desde 2002. Ao amanhecer, Kelly decidiu arriscar. Foram necessários quatro anos e um empréstimo para que ela finalmente pudesse segurar Belle em suas mãos trêmulas. O tempo de espera costuma ser de cerca de oito meses para cães e de doze a dezoito meses para gatos. Mas a clínica veterinária onde Chai morreu congelou seu corpo para melhor preservação, comprometendo, sem saber, a qualidade das amostras de tecido necessárias para o procedimento.

Entre 50 mil e 85 mil dólares

A história de Kelly, Chai e Belle personifica perfeitamente a imagem da marca que a ViaGen cultiva. Em seu folheto, o laboratório promete “um amor que dura para sempre” e um animal geneticamente idêntico, certificado como saudável por um veterinário independente: “um gêmeo do seu amado animal de estimação, nascido em uma data posterior”, tudo por US$ 50.000 para um gato ou cachorro e US$ 85.000 para um cavalo. Quase metade dos clientes contata a empresa após a morte de seu companheiro de quatro patas. Independentemente de optarem ou não pela clonagem do animal, a ViaGen oferece a preservação do DNA por uma taxa inicial de US$ 1.600 e US$ 150 por ano para armazenamento. Essa prática parece estar em plena expansão, em um momento em que 51% dos donos de animais de estimação nos Estados Unidos consideram seus animais como membros da família, assim como os seres humanos, de acordo com um estudo do Pew Research Center publicado em 2023.

Popularizada pela cantora estadunidense Barbra Streisand em 2018, que utilizou os serviços da ViaGen para clonar sua cadela Samantha, e pelo presidente argentino Javier Milei, que nunca viaja sem quatro cópias de seu mastim Conan, a clonagem de animais domésticos é praticada por quatro empresas em todo o mundo, sediadas nos Estados Unidos, Coreia do Sul, China e, desde 2024, na Espanha. O procedimento se baseia na mesma tecnologia que possibilitou a clonagem da Dolly, uma ovelha que ficou famosa em 1996 por ser o primeiro mamífero da história clonado a partir de uma célula adulta sem reprodução sexuada. Desde então, a clonagem foi realizada em outros 23 mamíferos, para fins de pesquisa ou comerciais, principalmente no setor alimentício (para reproduzir espécies reconhecidas pela qualidade de sua carne ou leite) e no campo esportivo (em especial, esportes equestres). Desde que iniciou suas atividades no ramo de animais de estimação em 2015, a ViaGen, uma empresa com 21 funcionários, afirma ter produzido mil clones caninos e felinos, e mil clones equinos, para clientes em todo o mundo.

Uma coleção de resgate

Os escritórios da ViaGen estão escondidos em um prédio de tijolos discreto, entre uma loja de antiguidades, um spa e uma loja de armas. A fachada espelhada, que reflete os transeuntes, é quase imperceptível na tranquila rua principal de Whitesboro, uma cidade de 4 mil habitantes no nordeste do Texas, perto da fronteira com Oklahoma. Nem mesmo o dono da cafeteria local sabe o que acontece lá dentro. No interior, o hall de entrada e os corredores do laboratório são repletos de fotos coloridas de animais clonados pela ViaGen. Em destaque estão a Chai, o gato de Kelly Anderson, e Diamond e Baby, dois clones do chihuahua de Paris Hilton que a estrela encomendou depois que um detetive, um piloto de drone e um “encantador de cães” (um especialista em comportamento canino) não conseguiram encontrar o original, que desapareceu em 2022 perto de sua mansão em Beverly Hills. Outra parede exibe dois clones de espécies ameaçadas de extinção produzidos pela ViaGen, desta vez para fins de conservação, por iniciativa do Zoológico de San Diego: um cavalo-de-przewalski criado a partir de um espécime criopreservado desde 1980 e um furão-de-patas-pretas selvagem, um dos animais terrestres mais raros da América do Norte, obtido a partir de células de um indivíduo que havia morrido 30 anos antes.

Com as mãos bem protegidas por luvas criogênicas cujo azul elétrico brilha sob as luzes fluorescentes, Jennifer Keahey respira fundo e abre rapidamente um tanque de nitrogênio líquido mantido a -196 °C. Assim que a nuvem branca e gelada se dissipa, pequenos frascos com tampas coloridas ficam visíveis. Eles contêm bilhões de células derivadas de amostras de animais de estimação dos clientes da ViaGen. Destas, apenas 10% as utilizam imediatamente para clonar seus animais; os demais mantêm a opção em aberto para o futuro. Uma coleção de reserva (cuja localização é mantida em segredo) serve como duplicata em caso de falha técnica, desastre natural ou ato malicioso.

Uma amostra de orelha

Assim que recebe as biópsias, Jennifer Keahey, chefe do laboratório de cultura celular, precisa estabilizar as células em até 24 horas em uma mistura de nutrientes e substâncias que promovem o crescimento de microrganismos. “O método mais eficaz é enviar uma amostra da orelha, de preferência de um animal vivo, explica. Se o animal morreu, ainda podemos trabalhar com as células por até cinco dias após o óbito, desde que o corpo tenha sido mantido refrigerado — nem congelado, nem em temperatura ambiente”. Ao microscópio, ela observa dezenas de milhares de células de um cachorro em suas placas de Petri. A cada dois ou três dias, a técnica de laboratório alimenta as células da pele e monitora sua multiplicação por uma semana, até obter de um a dois milhões de células por animal. “Podemos então criopreservar as células e mantê-las intactas por décadas”, conclui com um ar de satisfação.

“É aqui que a mágica acontece”, acrescenta Katy Mullan, uma embriologista de 30 anos, com um largo sorriso em seu jaleco branco, enquanto mostra sua estação de trabalho. Ela é quem realiza a “clonagem por transferência nuclear de células somáticas” (o procedimento que permitiu a clonagem de Dolly). Usando duas agulhas que manipula sob o microscópio, ela primeiro extrai o núcleo de uma célula somática da pele, que contém toda a informação genética do animal a ser clonado. Em seguida, ela remove o núcleo de um óvulo do animal doador, transformando-o em uma casca vazia pronta para receber o DNA a ser copiado. O núcleo da célula do animal a ser duplicado é inserido no óvulo enucleado, que é então estimulado por um pulso elétrico para se fundir com a célula doadora e produzir um embrião. Esse embrião é então implantado algumas horas depois no útero de uma mãe de aluguel até o nascimento do clone.

“Nem todos os embriões dão origem a gestações e nem todas as gestações chegam a termo, diz Katy Mullan. Então implantamos vários em diversas mães de aluguel, para aumentar as nossas chances”. A ViaGen só informa as suas clientes quando uma gravidez parece promissora, para poupá-las de falsas esperanças. A empresa não informa quantas implantações embrionárias são necessárias para produzir um clone, mas afirma ter conseguido entregar uma duplicata para mais de 99% de seus clientes. Um estudo publicado em 2022 na Scientific Reports estima, após análise de mais de mil cães clonados desde 2005, que o procedimento tenha uma taxa de sucesso de pouco mais de 2% (pela comparação do número de clones vivos produzidos em relação ao número de oócitos reconstituídos implantados).

O rei do rancho

Enquanto a luz dourada ilumina os estábulos, Rachel Primm, uma amazona e criadora de equinos de 31 anos, cuida de Poppy e depois de Pepper. O clone e seu original vivem a algumas barracas de distância em seu rancho em Collinsville, na fazenda do condado de Grayson, no norte do Texas. Enquanto elas juntam os narizes por um momento, Rachel ressalta que deve ser como olhar no espelho, porque o ponto que embranquece o centro de suas testas se estende um pouco mais para a direita em Poppy, e mais para a esquerda, no caso de Pepper. Há algo comovente e desconcertante em ver cada um deles retornar à sua baia, um com passo leve e brincalhão, o outro mancando.

“Quando vi Poppy pela primeira vez, ajoelhei-me no feno e comecei a chorar, diz Rachel. Foi como ver a alma de Pepper reencarnada. Nada te prepara para isso”. Esta morena alta, criada em Nevada, clonou Pepper em homenagem ao “cavalo dos seus sonhos”, com quem venceu rodeio após rodeio na principal disciplina de corrida de barris, que sofreu, em 2012, uma dupla ruptura pélvica que o impediu para sempre de competir. Rachel tinha 18 anos e sonhava com uma carreira profissional. “Pepper me proporcionou os momentos mais lindos da minha vida. Não havia outro cavalo como ele. Ele tinha uma musculatura e uma explosividade fenomenais. Cavalgá-lo era como se amarrar a um foguete”.

Não foi por espírito competitivo que ela quis cloná-lo — ela quase nunca mais participa de rodeios. Nem foi por desejo de ganhar dinheiro (ela já recusou cheques em branco para ficar com seu cavalo). Em vez disso, ela compara o relacionamento deles a um livro cujos capítulos finais estão faltando, que ela espera escrever com seu clone, treinando-o na arena em breve. Quando montou Poppy pela primeira vez em março de 2022, ela foi tomada por uma sensação de certeza. “Ele é literalmente igualzinho ao Pepper, diz ela, emocionada. Me arrepiei toda. Foi como finalmente voltar para casa”. Embora esteja aposentado há doze anos, Pepper continua sendo o rei do rancho, que tem cerca de 30 cavalos: “Nenhum deles ousa olhar para ele de lado, sorri Rachel. É só com o Poppy que ele demonstra uma gentileza que continua me surpreendendo. Como se ele soubesse o que os unia…”.

Proletariado animal

Várias vezes por ano, Jessica Pierce, uma bioeticista interessada na relação ambivalente entre humanos e animais, reúne coragem para consultar os sites da ViaGen e de seus concorrentes, em busca de novidades. Ela diz que isso quase lhe causa repulsa. “Clonar animais de estimação é uma prática desprezível”, afirma a filósofa estadunidense. “Eu sei que as pessoas fazem isso por amor, mas é um amor corrompido”. Ela continua enfatizando a “ignorância deliberada” demonstrada por aqueles que optam por clonar seus companheiros. “É como se os animais existissem em dois planos morais separados. Por um lado, os animais clonados recebem um valor extremo, tanto monetário quanto emocional… Por outro lado, o trabalho involuntário de outro grupo de animais é explorado: aqueles cujos óvulos são coletados por meio de tratamentos hormonais e intervenções cirúrgicas, e aqueles cujos corpos são usados durante um período de gestação que a ciência demonstra ser arriscado. Estes não são animais de estimação, mas animais de laboratório”.

Como era de se esperar, a ViaGen afirma que as mães de aluguel que utiliza são bem tratadas, argumentando que suas instalações são inspecionadas regularmente pelo Departamento de Agricultura e que a transferência de embriões para criar um clone não pode ser realizada mais de duas vezes na mesma mãe de aluguel (canina ou felina). No entanto, é impossível visitar o canil onde as mães de aluguel são mantidas “por razões de biossegurança”, ou obter qualquer informação sobre sua espécie, número, localização ou condições de vida. “Não somos donos desses cães e gatos, explica Melain Rodriguez, responsável pelo relacionamento com o cliente. Nós os alugamos de um prestador de serviços, portanto, temos o dever de confidencialidade”.

Um detalhe pouco conhecido: as mães de aluguel não são necessariamente da mesma raça dos filhotes que geram, e é possível implantar óvulos de raças diferentes (de tamanho semelhante) simultaneamente. “A tecnologia está, sem dúvida, se tornando mais eficiente, mas por trás de cada clone que nasce e sobrevive saudável, quantas tentativas passadas e presentes, quanto dano colateral?”, questiona a bioeticista Jessica Pierce. Em 2005, foram necessários mais de 100 úteros e mil embriões para produzir o primeiro cão clonado.

Uma indústria do luto

O crescente sucesso desse negócio diz muito sobre a relação peculiar que os estadunidenses têm com seus animais de estimação, segundo Jessica Pierce: considerados membros da família, mas também tratados como “pertences pessoais” ou até mesmo “produtos”. Ela vê a indústria da clonagem como uma prática predatória que visa uma clientela vulnerável pela perda de um ente querido: “Essas empresas exploram o amor e o luto. Elas vendem a ilusão de que não é necessário dizer adeus aos animais que foram importantes em nossas vidas”. Ela própria adora sua cadela de 13 anos, Bella, que late de vez em quando enquanto sua dona filosofa ao telefone. “Mas eu não a clonaria por nada neste mundo, justamente porque ela é muito especial para mim”.

Parte do trabalho de Melain Rodriguez, que, assim como vários outros funcionários da ViaGen, teve seu cachorro clonado, envolve orientar os clientes para garantir que suas expectativas permaneçam realistas. Embora o clone seja geneticamente idêntico ao original, sua aparência pode variar, principalmente em termos de marcas na pelagem ou cor dos olhos. Ela também alerta que “mesmo que o temperamento tenha origem genética, o ambiente e a criação têm uma influência significativa, então o animal clonado terá sua própria personalidade”.

Para obter o clone mais realista possível, alguns clientes optam por expor seu novo animal de estimação aos mesmos estímulos do original: oferecem os mesmos brinquedos, os mesmos passeios, a mesma marca de ração. Em quase 30% dos casos, mais de uma “cópia” saudável do animal a ser clonado é produzida. E embora a ViaGen afirme que a maioria de seus clientes fica encantada em receber um clone adicional (fornecido gratuitamente para cães e gatos e com desconto para cavalos), não é incomum que esses clones sejam adotados por parentes. Quanto aos clones imperfeitos, Melain Rodriguez garante que são “muito raros”: “Se o problema for grave, o animal será eutanasiado de forma humanitária e clonado novamente. Se o problema for menor, podemos, por exemplo, oferecer ao cliente um preço reduzido”.

Para quebrar o tabu em torno da clonagem, Kelly Anderson compartilha o dia a dia de Belle, ou Chai 2.0, em suas contas do Instagram e TikTok, que têm mais de 80 mil e 140 mil seguidores, respectivamente. Alguns comentários a fazem sorrir: “Ela é um robô? Ela come comida de verdade?” Outros são ataques muito mais pessoais, como o da usuária do TikTok que a acusou de ser uma “assassina de gatinhos”. “Há também quem diga que seria melhor eu doar meu dinheiro para uma instituição de caridade, ou que eu deveria ter adotado”, acrescenta Kelly, que insiste ter pele dura. A jovem — que também adotou outros cinco animais de estimação — diz que também recebe muitos agradecimentos de pessoas que encontraram conforto em preservar o DNA de seus animais no final de suas vidas.

Um cavalo como herança

Na estrada para seu rancho em Gainesville, a cerca de 20 quilômetros dos laboratórios da ViaGen, Blake Russell diminui a velocidade de sua enorme caminhonete para apontar para um pasto. Um grupo de cavalos para de pastar e se aproxima curioso. Uma fileira de cabeças castanhas pousa na cerca. “Como se chama quando são sete gêmeos? Sétuplos?, pergunta o presidente da ViaGen. É para um cliente argentino que queria pelo menos cinco clones para polo, então ele ficará feliz!” Blake Russell, de 60 anos, é um homem particularmente afável, um criador de cavalos de terceira geração de Oklahoma que se juntou à ViaGen em 2005, quando a empresa clonava principalmente gado para fazendeiros.

Em seu passeio pela propriedade, ele passa pelos recintos das estrelas da fazenda: lá está o Royal Blue Boon, um clone de 21 anos com pelagem azulada, que ele gosta de exibir como prova de que “clones vivem vidas longas e saudáveis”, e Pure Tailor Fit, a réplica de um Quarto de Milha bicampeão mundial. “O original foi castrado, mas você pode comprar os direitos de clonagem”. Correndo de um lado para o outro, passeia Lucy, uma carinhosa cadela de caça que a família Russell adotou depois que ela deu à luz os seis clones de cão-lobo.

Nesta manhã de outubro, Blake Russell transporta frascos contendo 14 embriões de cavalo, envoltos em papel-toalha, na carroceria de sua caminhonete. Esses embriões serão implantados por sua equipe de veterinários em mães de aluguel. Em aproximadamente 350 dias, ele mesmo entregará os clones – a menos que esteja viajando, pois prefere entregar pessoalmente os potros aos seus clientes, estejam eles no Canadá, na Bélgica ou na Argentina. Ele até preservou o DNA do cavalo de seu pai, Chief Comanche, com a ideia de deixar um clone para seus futuros netos: “Haverá o relógio de bolso do meu pai, seu rifle de caça e o clone de Chief Comanche, enumera. Não seria um legado maravilhoso?”

Nota.

Para produzir esta reportagem, Laure Andrillon, jornalista radicada em San Francisco, viajou pelo Texas, visitou um laboratório reluzente onde animais são clonados todas as semanas e vasculhou pastagens em busca de clones pastando pacificamente ao lado de suas mães de aluguel. Ela se encontrou com pessoas que lamentavam o declínio ou a perda de seus amados companheiros. Conseguir acesso a esses lugares e a esses depoimentos foi um verdadeiro desafio, já que a clonagem de animais de estimação é um negócio obscuro e ainda um assunto tabu.

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