Kiev está em chamas. Os russos mobilizam uma força de ataque maciça contra a Ucrânia

Foto: Mustafa Çiftçi/Anadolu Agency

Mais Lidos

  • Edgar Morin (1921-2026): “A experiência me mostrou que o improvável pode acontecer”

    LER MAIS
  • Contra fim da escala 6X1, PEC da hora flexível reduz salários e enfraquece CLT

    LER MAIS
  • Autor de PEC do “horário flexível” é coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

02 Junho 2026

Moscou havia anunciado uma ofensiva sem precedentes contra a capital, mas o ataque foi estendido a todo o país.

A informação é de Gianluca Di Feo, publicada por La Repubblica, 02-06-2026

O grande ataque prometido pelo Kremlin contra Kiev começou às 2h da manhã: três pessoas morreram e mais de cinquenta ficaram feridas. Dezenas de mísseis de todos os tipos começaram a cair sobre a capital ucraniana. O horizonte foi devastado por explosões e incêndios, enquanto partes da cidade ficaram sem energia elétrica: o céu sobre bairros inteiros ficou tingido de vermelho.

O relatório de danos é constantemente atualizado: em Kiev, três prédios residenciais, um deles com 24 andares, foram consumidos pelas chamas. Numerosas pessoas estariam presas sob os escombros de outro prédio. Quatro pessoas morreram em Dnipro, onde cinco também ficaram feridas; outras sete ficaram feridas em Kharkiv, incluindo uma criança. Mas o número de vítimas é provisório, pois o ataque ainda está em andamento. Na capital, as pessoas se aglomeraram nas estações de metrô: até mesmo as plataformas próximas aos trilhos estão lotadas.

Na semana passada, Moscou anunciou uma ofensiva "sem precedentes" contra Kiev. O ministro das Relações Exteriores, Lavrov, pediu que estrangeiros e diplomatas deixassem a cidade: uma ameaça que repetiu em sua reunião com o secretário de Estado, Rubio, sem a menor reação dos EUA. Uma reunião de emergência ocorreu em Berlim na quinta-feira com o enviado de Zelensky, Umerov, e representantes da França, Alemanha e Reino Unido. No entanto, nada impediu os planos de Putin.

Pouco antes da meia-noite de ontem, os russos mobilizaram uma força de ataque colossal, sincronizando ondas de bombas contra o território ucraniano. Pelo menos cinco bombardeiros Tu-95 e Tu-160 lançaram cerca de vinte mísseis de cruzeiro; outros dezesseis foram lançados de navios estacionados no Mar Cáspio. Em seguida, entraram em ação os lançadores autopropulsados dos mísseis balísticos Iskander-M, os mais poderosos e rápidos. Depois, foi a vez da Frota do Mar Negro com os mísseis hipersônicos Zircon. Simultaneamente, cerca de cem drones Shahed cruzaram a fronteira, visando diversos centros populacionais do país.

De acordo com algumas imagens de vídeo, os russos também usaram ogivas de fragmentação. Um dos ataques foi direcionado contra uma das baterias Patriot que protegiam a capital. A tentativa de eliminar as defesas antiaéreas leva à hipótese de que mais ataques serão lançados nas próximas horas. O radar detectou dezesseis mísseis sendo lançados do mar, e outros bombardeiros decolaram.

Leia mais