28 Mai 2026
"O papa Robert Francis Prevost, além de deplorar as tiranias, guerras, desigualdades e envenenamento do planeta, vê luzes nas novas tecnologias, como a Inteligência Artificial: 'uma forma humana de participar no ato divino da criação'", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ, em comentário publicado em sua página no Facebook, 27-05-2026.
Eis o comentário.
Só mesmo uma pessoa de fé - como o papa Leão XIV - para qualificar assim a humanidade...
Volto e meia cruzo com alguém cético, que diz que "o ser humano é um projeto que não deu certo".
Mas o papa Robert Francis Prevost, além de deplorar as tiranias, guerras, desigualdades e envenenamento do planeta, vê luzes nas novas tecnologias, como a Inteligência Artificial: "uma forma humana de participar no ato divino da criação".
Inteligente e inspirado, o pontífice alerta para os riscos da Inteligência Artifical. A exemplo de Leão XIII - que, há 135 anos, denunciou, na "Rerum Novarum" ("Sobre as coisas novas"), as injustiças sociais que vinham junto com a Revolução Industrial (base da doutrina social da Igreja Católica) -, Leão XIV não dispensa o olhar crítico.
Nada de ser dominado pela IA e pelas gigantes digitais - que, afirma, precisam ser reguladas!
Urge, quanto à IA, "retirá-la dos monopólios (...) devolvendo-a à pluralidade das culturas humanas e das formas de vida".
Ótimo "aliviar o homem de trabalhos particularmente pesados, repetitivos ou perigosos", diz Leão XIV, mas sempre "protegendo os postos de trabalho e o papel insubstituível da pessoa".
No documento dirigido aos cristãos e aos de boa vontade, o papa exorta por "salvaguardas éticas", indispensáveis em qualquer atividade humana: "programadores assumem um particular peso ético e espiritual (...) tal como o autor de uma obra artística ou literária é responsável pelos valores que ela expressa".
Valores do amor ao próximo, da justiça social e do bem comum.
Que assim seja!
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