O que amamos permanece: mãe, fé, afetos. Breve reflexão para cristãos ou não. Comentário de Chico Alencar

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10 Mai 2026

"Esse domingo é o da mística do "permanecer sempre conosco", pelo mistério do Amor. Atributo também das amáveis cuidadoras. Sinal divino: "Mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre junto de seu filho/ e ele, velho embora,/ será pequenino feito grão de milho" (Drummond, 1902-1987)", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ, ao comentar o Evangelho desse domingo.

Eis o comentário.

Na conversa com seus amigos e amigas, sabedor de que seu fim terreno tinha chegado, Jesus se despede falando de... amor (João, 14, 15-21): "se vocês me amam, obedecem aos meus mandamentos".

Mandamentos que são apenas dois: "amar a Deus sobre todas as COISAS" - contraponto a um mundo tão materialista - e "amar ao próximo como a si mesmo" - avesso de uma sociedade secularmente egoísta.

Jesus, nesse 6º domingo da Páscoa, diz que vai embora, mas não deixa ninguém órfão.

É assim: nosso corpo mortal vai se enfraquecendo e despedindo com o passar dos anos. Mas não desaparecemos aos olhos dos que nos amam e têm fé. Pelo coração, vemos o invisível. Etern(idades).

Carregamos desejo de perenidade e companhia. Jesus anuncia a vinda do Espírito Santo, o "paráclito" (vem do grego: defensor, que estará sempre ao nosso lado).

Nosso "advogado"! Não um "rábula" de porta de xadrez, apequenado, "causídico" de mentiras e ódios, mas um inspirador, um protetor. Um irmão de caminho, verdade e vida, que abre as portas para o que vai além de nós. O Espírito da Verdade, que faz em nós sua morada. Para sempre.

Jesus fala do Pai, no qual está, sem esquecer da mãe, que o gerou. Pai e mãe são nossa raiz, nossa seiva, nossa via de chegada à Humanidade.

Hoje é celebrado o Dia das Mães, no Brasil e em outros países. As que já partiram são mais que saudade: "Eu sou um homem tão sozinho/ mas brilhas no que sou/ E o meu caminho e o teu caminho/ é um nem vais nem vou./ Meninos, ondas, becos, mãe/ e só porque não estás/és para mim e nada mais/ na boca das manhãs!" ("Mãe", Caetano Veloso, 1978).

Esse domingo é o da mística do "permanecer sempre conosco", pelo mistério do Amor. Atributo também das amáveis cuidadoras. Sinal divino: "Mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre junto de seu filho/ e ele, velho embora,/ será pequenino feito grão de milho" (Drummond, 1902-1987).

Quem ainda tiver a benção de curtí-las presencialmente, aproveite!

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