17 Abril 2026
Em uma Sexta-Feira Santa, o presidente dos Estados Unidos bebe Diet Coke, come um sanduíche de peixe e decide atacar o Papa. A cena, reconstituída a partir de registros públicos, abre um ensaio que vai muito além da anedota política. Neste artigo examinamos como a administração Trump converteu o código tributário em instrumento de coerção eclesiástica. A isenção fiscal 501(c) (3) deixa de ser um reconhecimento da autonomia religiosa católica para se tornar uma coleira financeira, enquanto uma nova aristocracia leiga ocupa o vácuo deixado por dioceses acuadas. No centro do conflito, o Papa Leão XIV devolve o sagrado ao único território que Washington não pode alcançar: o coração humano. O resultado é um “Magistério do Mercado” que troca o universalismo da cruz pelo particularismo da bandeira – e uma pergunta incômoda sobre o preço que a graça adquiriu na América de Trump.
O artigo foi escrito com exclusividade para o Instituto Humanitas Unisinos — IHU pelo mestre e doutorando em História Comparada da Igreja Católica Contemporânea pelo PPGHC da UFRJ Thiago Gama.
Eis o artigo.
O ar no 45º andar em Miami cheirava a gordura fria e desinfetante. Na cabeceira da mesa, o 47º Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, golpeava o tampo de imbuia com a mão em forma de martelo. Os restos de um sanduíche de peixe jaziam sobre papel parafinado. Era Sexta-Feira Santa.
A terceira Diet Coke do dia descia ruidosamente, combustível químico no lugar do repouso. A lata viera numa bandeja de prata, carregada por mãos trêmulas — velhos hábitos de um país que nunca se curou da Guerra Civil.
Naquele instante, Trump estava mais para John Tyler — décimo presidente, senhor de escravizados na Virgínia — do que para William McKinley, o 25º presidente que invocara em sua posse, em 20 de janeiro de 2025.
Ele não via os executivos de fundos de investimento à sua frente. Sua mente estava a sete mil quilômetros dali.
O fantasma das eleições de meio de mandato não precisava ser nomeado. Trump respirava fundo e rosnava, chamando o Papa repetidamente de “Leão XVI” — um erro de numeração que ecoa o desprezo factual que o presidente demonstrou ao longo de todo o episódio, inclusive ao se referir publicamente ao pontífice pelo numeral errado em outras ocasiões.
Ninguém ousava corrigi-lo. Para aquele homem, a numeração sucessória de Robert Prevost era um detalhe irrelevante; o que importava era a inadimplência moral que ele decidira cobrar.
O primeiro golpe foi digital. O polegar pressionou o smartphone.
No Truth Social, o estilhaço de caracteres foi disparado: “Papa Leão é FRACO no combate ao crime e terrível para a Política Externa. Não quero um Papa que ache que está tudo bem o Irã ter uma Arma Nuclear. Leo deveria parar de bajular a Esquerda Radical e focar em ser um Grande Papa, não um Político.” [2]
O homem sentiu um alívio profundo, uma espécie de jouissance. Sorriu para o nada. A reunião acabara sem ter começado. O PIB do país fora convocado para ver o Presidente beber refrigerante e bradar contra o Papa.
No Palácio Apostólico, a notícia chegou enquanto Leão XIV preparava sua viagem para Argel. Um prefeito entrou sem bater, laptop na mão. Horas antes, ao desembarcar em Washington, Trump reiterara o ataque diante das câmeras. [1]
O Papa fechou os olhos. Não havia raiva — apenas a decepção de quem vê o fim de uma era com nitidez. ”A minha posição”, murmurou, ”é a posição que a Igreja sempre teve: a do Evangelho.”
Deixado a sós, puxou uma cadeira. Seu pensamento viajou até Gaza, Beirute, Teerã, Kiev e Argel. Recitou mentalmente: “Amor meus, pondus meum” — o meu amor é o meu peso. Santo Agostinho era o seu consolo.
No Airbus A320 no rumo à Argélia, a resposta chegou a 35 mil pés, diante dos repórteres. A crueza era evangélica, como se o Papa recitasse Mateus 10, 34 sem pronunciá-lo: “Não tenho medo da administração Trump, nem de falar alto sobre a mensagem do Evangelho.” [3]
Trump tentara transformar o sagrado em ativo de campanha. O Papa devolveu o sagrado ao único território onde o poder de Washington não pode tocar: o coração humano.
A arquitetura do confronto
Seria um erro ler este conflito como birra pessoal. Há método, dinheiro e objetivo político identificáveis.
A irritação de Trump com o Vaticano fermentava desde o início do pontificado, quando a diplomacia da Santa Sé — em sintonia com a vocação pacificadora da Comunidade de Sant'Egidio, que atuou pela libertação de presos políticos na Venezuela [10] — moveu-se para evitar uma intervenção militar naquele país.
Sob a liderança do Cardeal Parolin, o Vaticano tentou mediar uma saída negociada que incluía a oferta de asilo a Nicolás Maduro em Moscou. Para o trumpismo, aquilo não era busca evangélica pela paz, mas intromissão inaceitável nos desígnios da segurança nacional. A Casa Branca optou pela captura do líder venezuelano. Ficava claro que Washington se sentia no direito de declarar nula a autoridade de Roma sempre que ela colidisse com sua vontade soberana.
Ao classificar Leão como ”terrível na política externa” e ”bajulador da esquerda”, Trump acionou um dispositivo preciso: não ataca a religião — redefine quem é o ”verdadeiro cristão”, deslocando o centro de gravidade da fé do Palácio Apostólico para o Salão Oval.
Horas depois do ataque, Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial. Diferentemente de uma montagem anterior (de maio de 2025, que o retratava como Papa), a nova imagem o apresentava como a figura icônica de Cristo: túnica branca e manto vermelho, luz a irradiar das mãos enquanto tocava um homem acamado, cercado por soldados, águias americanas e caças militares ao fundo. Trump justificou-se dizendo que acreditava ser uma representação sua como “médico” ou “trabalhador da Cruz Vermelha”. A imagem foi deletada horas depois.
A peça visual não é um acidente de relações públicas. É a cristalização de um projeto: o líder como figura messiânica substituta da autoridade espiritual de Roma. Napoleão Bonaparte, no auge do Império e na humilhação de Pio VII, sequer concebeu tal ideia. O corso quis desidratar o poder da Igreja, não investir-se dele.
O ponto de inflexão desta crise não é uma encíclica. É o código tributário.
Em uma paróquia de El Paso, o Padre Miguel já não sabe se o ofertório de domingo cobrirá a conta de luz ou o advogado de imigração. A fé desaprende sua missão salvífica e aprende a contar centavos.
Não se trata de um caso isolado. Trump ameaçou revogar a isenção fiscal 501(c)(3) de dioceses que acolhem imigrantes [4] e declarou publicamente, durante o National Prayer Breakfast, que retiraria o status fiscal de qualquer Igreja cujos líderes “digam algo ruim” sobre ele.
Desde o primeiro dia do segundo mandato, o Departamento de Segurança Interna aboliu a política de “locais sensíveis” que protegia igrejas de operações do ICE. [5] O resultado está documentado: batinas interrompidas em estacionamentos de Los Angeles, missas esvaziadas em Charlotte, pastores recebendo orientações jurídicas sobre como definir “espaço privado” dentro de seus próprios templos. [5]
A isenção fiscal, antes reconhecimento da autonomia eclesiástica, torna-se coleira. O Estado não silencia a fé — condiciona sua existência legal à utilidade para a segurança nacional.
O clero norte-americano é posto diante de um dilema ontológico: trair o dogma do acolhimento para preservar o patrimônio, ou aceitar a insolvência em nome da fidelidade a Roma. O projeto de uma “Igreja Nacional Norte-Americana” não nasce de um cisma teológico. Nasce do medo da bancarrota.
Enquanto o Estado asfixia as estruturas oficiais, o vácuo é ocupado por uma nova aristocracia financeira leiga. Organizações como a Knights of Columbus e o Napa Institute redirecionam dezenas de milhões de dólares para think tanks, veículos de mídia conservadores e iniciativas alinhadas ao trumpismo. Não se trata de doação piedosa, mas de aquisição de influência. O capital privado leigo tornou-se fiador de uma ala da Comissão de Liberdade Religiosa criada pelo próprio Trump [6][7], operando em oposição crescente à Santa Sé.
O resultado é um “Magistério do Mercado”: quando o Vatican News reporta o apelo de Leão XIV por paz no Irã, o capital leigo americano responde com lobby armamentista. A função profética da Igreja — o escudo histórico dos pobres — é substituída pela moldura estética do capital nacionalista.
O dinheiro de Washington não silenciou o Evangelho: comprou uma nova tradução para ele, onde a caridade termina exatamente onde começa o interesse da fronteira, do capital vadio, da financeirização sem controle, da corrupção. E, para Trump, as acusações de envolvimento com Jeffrey Epstein — e com toda uma elite imoral que o cercou por décadas, incluindo Bill Gates e o Príncipe Andrew, despojado de seus títulos reais.
É curioso notar que, no dia 9 de abril, Melania Trump ocupou o Cross Hall da Casa Branca para declarar: “As mentiras que me ligam ao vergonhoso Jeffrey Epstein precisam acabar hoje.” A tecnologia é velha: sequestrar a narrativa antes que os rumores escapem ao controle.
O que isso tem a ver com os ataques ao Papa? O animal político precisa produzir fatos em série, desconcertantes, para desviar o foco da investigação dos arquivos Epstein e da hipertrofia de uma igreja nacional norte-americana — católica na forma, nacionalista no conteúdo. Trump opera, por instinto, como um Henrique VIII do nosso tempo.
A disputa pela alma religiosa do país
Permanecem em disputa nos EUA duas visões ontológicas de “ser” no mundo. Para um norte-americano médio, mesmo católico romano, a alma opera segundo o DNA do “sonho americano”: ser pobre é um pecado imperdoável.
Quando um candidato se coloca como vencedor total neste sistema, ele seduz a alma do eleitorado. Reagan, os Bush, Obama e Trump operam nessa chave.
A Igreja Católica, por sua vez, acolhe a pobreza como sinal da presença de Cristo, nascido numa estrebaria. Como pode Lucas 6, 20 prosperar numa sociedade materialista? No catolicismo, ser pobre é uma convocação de ajuda coletiva entre irmãos. Ninguém se salva apenas pela fé, mas pelas obras de caridade, como diz Tiago 2,26: “A fé sem obras é morta.”
O clero norte-americano — inclusive o católico — opera numa cisão mental intransponível. De um lado, o habitus de sua origem familiar; do outro, o ensino do seminário e a palavra do Evangelho. É uma guerra interna pela alma do sacerdote.
Quando o ICE cruza o limiar das antigas “zonas sensíveis” e o bispo, temendo o arresto de suas contas, silencia diante da invasão, o que se produz é uma operação de poder sobre a própria vida. O corpo do imigrante é declarado “vida nua”, gerenciável e deportável. O sacerdote que não resiste valida, por omissão, a ideia de que a graça tem preço de mercado. Ele sucumbe ao reclamo do The Star-Spangled Banner.
O voto capitalizado
Em estados como Pensilvânia e Michigan, o eleitorado católico do Rust Belt não financia apenas candidatos: financia a demolição da autoridade moral de Roma. A “Teologia da Fronteira” e o “Compromisso da Soberania Divina”, sustentados pelo mesmo capital leigo, constroem uma nova direção intelectual e moral.
O fiel aceita como natural que o muro de Trump seja a materialização da “proteção divina”, e que a paróquia seja trincheira não contra o pecado, mas contra o multilateralismo defendido pelo Vaticano.
Trata-se da operação mais grave que o governo Trump pratica contra a própria Constituição — uma traição à Establishment Clause da Primeira Emenda, concebida em 1789 como interdição absoluta à criação de uma igreja nacional, ainda que velada.
A “Igreja Nacional Americana” dispensa decreto. Ela já opera sob um magistério paralelo onde o lucro e a segurança nacional são os novos dogmas.
Quando o fiel depositar seu voto em novembro de 2026, não estará escolhendo um legislador, mas confirmando sua adesão a uma Igreja que trocou o universalismo da cruz pelo particularismo da bandeira.
A hegemonia trumpista é completa precisamente porque não silencia a fé: faz a fé falar a língua do Departamento de Estado ou do outrora Departamento de Defesa — que, por meio da Ordem Executiva 14347, assinada por Trump em 5 de setembro de 2025, passou a ostentar o título secundário de “Departamento de Guerra” em comunicações oficiais. [11]
O conflito Trump–Leão XIV não é capricho de agenda. É uma corrida pelo dinheiro das paróquias católicas e pela morte do mandato de Roma nas dioceses norte-americanas.
É a dor de parto de um mundo onde a religião é a última fronteira — e onde o preço da graça já tem tabela contábil. Não se trata apenas de guerra retórica, mas de seguir o rastro do dinheiro, como quase tudo o que é norte-americano.
Enquanto isso, na 1600 Pennsylvania Avenue, Trump toma sua dose diária de rosuvastatina, sorve mais uma Diet Coke e pede um combo do McDonald's. O próximo ataque à Igreja já está sendo digitado no Truth Social.
Fontes
[1] Anadolu Agency: Trump ataca Papa Leão como “fraco no combate ao crime” e afirma que pontífice deve seu cargo a ele. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[2] The Washington Post: Papa responde aos insultos do presidente: “Não tenho medo da administração Trump”. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[3] Chicago Catholic / Vatican News: Papa a bordo do avião para a Argélia: “Não sou político, falo do Evangelho”. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[4] Metrópoles: Trump pede o fim das cidades-santuário e critica proteção a imigrantes. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[5] G1: ICE x imigrantes: o que são as cidades-santuário e por que entraram na mira de Trump. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[6] The White House: Presidente Trump anuncia membros da Comissão de Liberdade Religiosa. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[7] U.S. Department of Justice: Comissão de Liberdade Religiosa: Comissários e Membros do Conselho Consultivo. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[8] The Catholic Herald: Relatório especial sobre líderes dos EUA: negócios e filantropia. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[9] National Catholic Reporter: Católicos conservadores dos EUA oferecem jantares e vinhos a cardeais às vésperas do conclave para eleger o papa. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[10] Agência Ecclesia: Venezuela: «Pax Christi» e Comunidade de Santo Egídio sublinham urgência de libertar presos políticos. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
[11] The White House: Fact Sheet: President Donald J. Trump Restores the United States Department of War. Acessado no dia 15 de Abril de 2026.
Observação sobre a licença poética:
A menção ao erro de numeração “Leão XVI” na cena de abertura é uma licença literária do autor, inspirada pelo fato amplamente noticiado de que o presidente Trump e veículos de imprensa internacionais se referiram ao pontífice com esse numeral equivocado, conforme registrado pela BBC News Brasil (A curiosa fixação de Trump pelo Papa Leão 14) e pelo The Philadelphia Inquirer (Enquanto Trump ataca o Papa Leão XVI, católicos da região da Filadélfia se manifestam).
Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
ARENDT, Hannah. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.
BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2015.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
MADISON, James; HAMILTON, Alexander; JAY, John. O Federalista. Campinas: Russell, 2003.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1 edições, 2018.
SCHMITT, Carl. Teologia Política. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.
Citações:
* “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada.” (Mt 10, 34)
** KEY, Francis Scott. The Star-Spangled Banner. 1814. Hino nacional dos Estados Unidos da América.
*** “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.” (Lc 6, 20)
Leia mais
- Trump diz que não pedirá desculpas ao Papa Leão XIV e explica o motivo de ter publicado o meme bastante criticado
- Trump apaga a imagem que havia publicado numa rede social, em que aparecia como Jesus Cristo
- "Os católicos americanos estão percebendo o erro que cometeram. Eles votaram em um narcisista". Entrevista com George Weigel
- Trump contra o Papa. Reações: "Isso é uma blasfêmia." A direita cristã decepcionada com Donald Trump
- Ataque sem precedentes de Trump contra Leão: "Ele não seria Papa sem mim." Bispos dos EUA: "Doloroso"
- O Pentágono ameaçou o Vaticano. É o confronto final entre Trump e Leão. Artigo de Mattia Ferraresi
- O Pentágono ameaçou o embaixador do Papa Leão XIV com o Papado de Avignon
- “Eu te apoiarei” — A frase que destruiu a consciência católica de JD Vance sobre o Irã
- O encontro entre o Pentágono e o Vaticano é o mais recente ponto de atrito no conflito de Trump com líderes religiosos
- Trump recua horas depois de o Papa Leão XIV ter considerado sua ameaça ao Irã "inaceitável". Artigo de Christopher Hale
- "Prevost desmascara a guerra ao removê-la da geopolítica". Entrevista com Antonio Spadaro
- “Toda guerra militar é uma guerra contra Deus”. Entrevista especial com David Neuhaus
- Leão XIV implora a Trump que acabe com a guerra até a Páscoa
- “O ódio está aumentando” — Por dentro da campanha de 25 dias do Papa Leão XIV contra a guerra com o Irã
- O Papa Leão XIV afirma que os bombardeios aéreos devem ser proibidos para sempre
- Trump rejeita apelo do Papa Leão XIV por cessar-fogo no Irã: “Estamos aniquilando o Irã”
- O "não" do Papa à guerra: "Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas inocentes"
- “O Pecado Mais Grave” — Enviado do Papa Leão XIV para o Oriente Médio repreende Hegseth por invocar Deus na guerra com o Irã
- Papa Leão XIV se apoia em grupos aliados para condenar a guerra no Irã