05 Abril 2026
"Crer na ressurreição, na luz em meio à escuridão, é fé revolucionária. Toda forma de opressão - guerra, exploração, discriminação - pode ser vencida!", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ.
Segundo ele, "apesar do utilitarismo do mercado, os símbolos da Páscoa são potentes: a energia do chocolate, a fertilidade do coelho, a fecundidade do ovo ("túrgido de promessa/guarda um sol ocluso:/o que vai viver espera" - Adélia Prado)".
"Nessa Páscoa, cantemos o "Credo" de Milton Nascimento e Fernando Brant (1946-2015): "Caminhando de mãos dadas com a alma nova/ aquecidos pelo sol que vem depois do temporal/ Vamos, companheiros, pelas ruas de nossa cidade/semeando um sonho que vai ter que ser real".
Eis o comentário.
Bons dias da bondade do Criador, que nos prova que "mais forte que a morte é o amor" (Cântico dos Cânticos, 8, 6)!
O túmulo vazio é a vitória sobre a maior das alienações, a da morte (João 20, 1-9).
Crer na ressurreição, na luz em meio à escuridão, é fé revolucionária. Toda forma de opressão - guerra, exploração, discriminação - pode ser vencida!
Jesus Cristo Libertador, com o corpo lacerado pela crueldade do Império, superou toda limitação humana: nada lhe foi tomado, pois tudo foi doado.
Sua pregação de vida foi o mandamento supremo do amor. Dádiva.
Apesar do utilitarismo do mercado, os símbolos da Páscoa são potentes: a energia do chocolate, a fertilidade do coelho, a fecundidade do ovo ("túrgido de promessa/guarda um sol ocluso:/o que vai viver espera" - Adélia Prado).
A vida triunfa sempre: cada grande devastação no planeta foi sucedida por mil formas novas de vida. Tudo é transformação, todos somos vocacionados à ressurreição!
Mesmo quando carregamos a cruz da doença, do sofrimento, da solidão: a Páscoa - passagem, travessia - chega pela mão anônima que cuida, pelo gesto fraterno que acolhe. Há Páscoa porque há braços!
Jesus ressuscitado se revela primeiro, na sua forma terna e eterna, para as mulheres, na contramão da sociedade patriarcal. Maria, num primeiro momento, achou que era um jardineiro...
Ele, nossa Páscoa, divino jardineiro, aparece toda vez que percebemos a pulsação floral dos caminhos, o canto dos passarinhos. E quando praticamos o carinho com os que sabemos irmãos.
Páscoa é estar de bem com a vida, entendendo que ela é, apesar de tanta estupidez, uma benção, um esplendor. Gostosura maior que amargor.
Nessa Páscoa, cantemos o "Credo" de Milton Nascimento e Fernando Brant (1946-2015): "Caminhando de mãos dadas com a alma nova/ aquecidos pelo sol que vem depois do temporal/ Vamos, companheiros, pelas ruas de nossa cidade/semeando um sonho que vai ter que ser real".
Páscoa, nesse tempo de "ocupação imperialista do mundo" (papa Leão XIV), pede nova grafia: Feliz PAZcoa!
Alegria, alegria!
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