Trump inaugura o Conselho da Paz em Washington: "Decidirei sobre o Irã em 10 dias"

Foto: The White House

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS
  • “Alter Christus”: uma breve história de uma expressão ambígua. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Fevereiro 2026

Na primeira reunião do Conselho, convocada pelo presidente americano: "O que estamos fazendo é muito simples: paz". Durante a foto oficial, tocou a versão de "Gloria" interpretada por Laura Branigan. O presidente dos EUA: "A Noruega está pronta para sediar o próximo evento".

A informação é de Paolo Mastrolilli, publicada por La Repubblica, 19-02-2026.

"O Irã precisa fechar um acordo significativo, ou coisas ruins acontecerão." Este foi o alerta feito pelo presidente Trump em seu discurso de abertura na primeira reunião do Conselho de Paz, enquanto o Pentágono conclui seu destacamento militar que poderá atacar a República Islâmica. O líder da Casa Branca continua a priorizar a diplomacia, mas estabeleceu um prazo para as negociações, dizendo que "saberemos o que acontece em dez dias". Em seguida, anunciou que os EUA destinarão dez bilhões de dólares para a reconstrução de Gaza e procurou dissipar as preocupações sobre a intenção de usar o novo órgão para substituir a ONU, prometendo, em vez disso, colaborar com a Organização das Nações Unidas e apoiar sua recuperação.

O Conselho de Paz é o órgão estabelecido pelo acordo de paz de 20 pontos proposto por Trump, com o objetivo de arrecadar fundos para a reconstrução de Gaza, administrar a Faixa e estabilizá-la por meio do envio de uma força internacional. A primeira reunião foi realizada no Instituto da Paz dos Estados Unidos, em Washington, recentemente renomeado em homenagem ao presidente americano. Cerca de vinte países decidiram aderir imediatamente, enquanto outros, como a Itália, optaram por participar como observadores, sendo que Roma enviou o ministro das Relações Exteriores, Tajani. Antes do início das reuniões, foi tirada uma foto de família ao som da música "Gloria", de Umberto Tozzi, de 1979, interpretada por Laura Branigan.

Fundos para Gaza

Trump afirmou que a paz retornou a Gaza e que a reconstrução começará em breve, graças ao plano de 20 pontos e ao trabalho do Conselho: "Alguns países estão sendo astutos, mas, no fim, todos farão parte disso." Antes da reunião, alguns membros prometeram US$ 5 bilhões, enquanto outros, como Indonésia, Egito e Jordânia, prometeram tropas para a estabilização. A FIFA também arrecadará US$ 75 milhões para construir infraestrutura esportiva. O chefe da Casa Branca acrescentou que os EUA oferecerão US$ 10 bilhões: "Uma ninharia, comparado ao custo da guerra." A condição é que o Hamas se desarme: "Eles prometeram fazer isso. Se não o fizerem, serão atingidos e sofrerão sérias consequências."

Negociações com o Irã

Toda a atenção, porém, está agora voltada para o Irã, onde o Pentágono mobilizou sua maior força na região desde a invasão do Iraque em 2003. Trump afirmou que ainda está focado na diplomacia, mas com limitações: "As conversas até agora têm sido positivas, mas precisamos chegar a um acordo significativo. O Irã não pode ter armas nucleares, e isso já foi dito a eles muito claramente. Se não chegarmos a um acordo, coisas ruins acontecerão." No entanto, há pouco espaço para negociação: "Descobriremos o que acontece em cerca de dez dias."

O papel da ONU

Muitos países que não aderiram ao Conselho de Paz estão preocupados com o propósito do órgão, que o próprio Trump apresentou como uma possível alternativa à ONU. O secretário-geral Antônio Guterres, em entrevista ao jornal Repubblica, esclareceu: "A responsabilidade pela paz e segurança internacionais cabe à ONU e, dentro dela, ao Conselho de Segurança. Somente o Conselho tem a autoridade, conferida pela Carta, para agir em nome de todos os Estados-membros, adotar decisões vinculativas e autorizar o uso da força de acordo com o direito internacional. Nenhum outro órgão ou iniciativa pode substituí-lo."

Em seu discurso, o presidente procurou abordar essas preocupações, anunciando que se reuniria em breve com Guterres: "A ONU tem um grande potencial. Até agora, não o concretizou plenamente, mas pretendemos ajudá-la a fazê-lo, inclusive com apoio financeiro. O Conselho pode apoiar as Nações Unidas no melhor cumprimento de seu mandato."

Leia mais