Alemanha: a Igreja chocada com o triunfo da extrema-direita: “A AfD atropela a democracia”

AfD (Foto: Religión Digital)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Setembro 2024

  • O resultado das eleições regionais na Turíngia e na Saxônia mostra que os germes das forças populistas e extremistas crescem cada vez mais.

  • É fundamental utilizar as maiorias democráticas além da AfD para alianças governamentais. Mais de 30% para a AfD na Saxônia e na Turíngia são resultados chocantes. Devemos mobilizar toda a Alemanha.

  • Este partido atropela a democracia liberal que caracteriza o sistema político da República Federal. O AfD não quer compromissos, não quer negociar o que é possível. Na Saxônia e na Turíngia existem associações de extrema-direita que visam pôr fim à democracia tal como a conhecemos.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 02-09-2024. 

“O resultado das eleições regionais na Turíngia e na Saxônia mostra que os germes das forças populistas e extremistas estão crescendo cada vez mais. É fundamental utilizar as maiorias democráticas além da AfD para alianças governamentais. Mais de 30% a favor da AfD na Saxônia e na Turíngia são resultados chocantes. Devemos mobilizar toda a Alemanha".

Estas são as palavras da presidente da Comissão Central dos Católicos Alemães (ZdK), Irme Stetter-Karp, após o resultado das eleições realizadas no último domingo no estado federal da Turíngia e que resultaram em vitória com quase 33% dos votos à extrema-direita, o que constitui a primeira vitória desta formação xenófoba.

Este partido, salienta Stetter-Karp em comunicado de imprensa, “atropela a democracia liberal que caracteriza o sistema político da República Federal. O partido AfD não quer compromissos, não quer negociar o que é possível. Na Saxônia e na Turíngia existem certamente associações regionais de extrema-direita que visam pôr fim à democracia tal como a conhecemos”.

"Não basta falar bem da democracia e celebrá-la. A democracia também tem que permanecer na defensiva. O ZdK apoia aqueles que lutam corajosamente por ela em nível local", acrescentou o líder do laicato católico, que esta semana se reúne no Vaticano com membros de vários dicastérios.

Leia mais