Onda de calor que assola Jogos Olímpicos em Paris seria impossível sem mudanças climáticas, indica análise

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06 Agosto 2024

Calor intenso que atingiu a Europa Ocidental e Mediterrânea em julho é resultado direto das mudanças climáticas, que tornou esse evento extremo muito mais provável.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 06-08-2024.

Quem acompanha os Jogos Olímpicos de Paris in loco tem sofrido bastante com o forte calor. As altas temperaturas registradas na capital francesa nas últimas semanas incomodam o público e têm sido um desafio à parte para os atletas. Em um mundo sem mudanças climáticas, esse calor intenso seria “impossível”, de acordo com uma análise rápida divulgada na semana passada pela rede de cientistas World Weather Attribution (WWA). O estudo de atribuição indicou que, sem o aumento médio da temperatura global causado pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, a onda de calor que assola a Europa teria sido cerca de 3ºC mais amena do que o registrado. De raro, ela se tornou um evento com ocorrência de um a cada dez anos.

“Em linha com projeções climáticas anteriores e relatórios do IPCC [Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança do Clima], eventos de calor extremo como o de julho de 2024 no Mediterrâneo não são mais raros. [Essas ondas de calor] devem agora ocorrer em média uma vez a cada 10 anos no clima atual que foi aquecido em 1,3ºC devido às mudanças climáticas induzidas pela humanidade”, destacou a análise.

A onda de calor de julho foi causada por uma “cúpula de calor”, uma crista de alta pressão em larga escala. Junto com outros eventos de calor intenso na América do Norte e na Ásia, esse fenômeno contribuiu para os recordes históricos de calor registrados globalmente no último mês, com a ocorrência dos três dias mais quentes já registrados pela ciência em sequência.

“A mudança do clima invadiu as Olimpíadas”, comentou Friederike Otto, climatologista do Imperial College London e integrante do WWA, ao Guardian. “O mundo assistiu atletas suando em um calor de 35ºC. Se a atmosfera não estivesse sobrecarregada com emissões da queima de combustíveis fósseis, Paris estaria cerca de 3oC mais fria e muito mais segura para o esporte”.

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