Emissões globais seguem em alta, com crescimento recorde

Foto: Chris LeBoutillier | Unsplash

Mais Lidos

  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • ‘Grande Sertão: Veredas’ e suas questões. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Dezembro 2023

Emissões globais de carbono decorrentes da queima de combustíveis fósseis aumentaram 1,1% em 2023, o que representa cerca de 36,8 bilhões de toneladas de CO2.

A informação é publicada por ClimaInfo, 06-12-2023.

Ao invés de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o mundo ainda está preso a uma trajetória de alta, mesmo que leve, o que pode comprometer os esforços dos países e inviabilizar os objetivos climáticos do Acordo de Paris. O alerta é do projeto Global Carbon Budget, que apresentou nesta 3ª feira (5/12) os dados referentes às projeções de emissões globais de dióxido de carbono em 2023. O levantamento não considera o metano e outros GEE.

De acordo com a análise, as emissões globais associadas ao consumo de combustíveis fósseis aumentaram 1,1% neste ano em relação a 2022, o que representa cerca de 36,8 bilhões de toneladas de CO2. Considerando as emissões decorrentes de alteração do uso do solo, as emissões globais de CO2 em 2023 devem fechar em 40,9 bilhões de toneladas de CO2, praticamente o mesmo índice registrado no ano passado.

As tendências regionais variam bastante. Enquanto Europa e Estados Unidos experimentaram queda em suas emissões de carbono, de 7,4% e 3% respectivamente, as emissões cresceram na Índia (8,2%) e na China (4%). Essas altas se refletem também na análise das emissões referentes ao consumo de petróleo, carvão e gás, que experimentaram alta em 2023 de 1,5%, 1% e 0,5%, respectivamente.

A persistência das emissões em um nível mais alto pode inviabilizar o limite de 1,5ºC ao aquecimento global. Segundo o Global Carbon Budget, se mantivermos os níveis atuais de emissões, há 50% de probabilidade de que o aumento da temperatura média global superará esse limite em cerca de sete anos.

“Os dados mais recentes de CO2 mostram que os esforços atuais não são profundos ou generalizados o suficiente para colocar as emissões globais em uma trajetória descendente em direção ao net-zero”, comentou Corinne Le Quéré, professora da University of East Anglia, instituição envolvida na análise. “As emissões globais no nível atual estão aumentando rapidamente a concentração de CO2 em nossa atmosfera, causando mudanças climáticas adicionais e impactos cada vez mais graves”.

BloombergCorreio BrazilienseFolhaGuardianO Globo e Um Só Planeta repercutiram esses dados.

Leia mais