O Papa nomeia Massimiliano Strappetti como seu enfermeiro pessoal: “Ele salvou minha vida”

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05 Agosto 2022

 

Foi coordenador da Direção de Saúde e Higiene do Vaticano, a partir de hoje entra em Santa Marta para cuidar do Pontífice em tempo integral.

 

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por Repubblica, 04-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini

 

O Papa nomeou Massimiliano Strappetti como seu "assistente pessoal de saúde". O enfermeiro já está ao lado do Papa há meses e o próprio Francisco revelou, após a cirurgia ao cólon: "Ele salvou minha vida".

 

Enfermeiro coordenador da Direção de Saúde e Higiene do Vaticano, a partir de hoje Strappetti entra em Santa Marta para cuidar do Papa em tempo integral. É a primeira vez que se registra uma nomeação desse tipo porque até agora uma nomeação formal só acontecia apenas no caso do médico pessoal do pontífice, hoje o professor Roberto Bernabei.

 

Por um lado, a nomeação soa como um reconhecimento a Strappetti que o pontífice considera justamente aquele que o salvou. Mas também é sinal de que à medida que aumenta a idade, Bergoglio está com 85 anos, torna-se necessária uma presença mais constante de um enfermeiro. O Pontífice precisa de tratamento e terapias não apenas para as dores no joelho, que o obrigam a se locomover com uma cadeira de rodas ou a usar uma bengala, mas também para as doenças que muitos idosos têm em decorrência da idade. "Creio que não consigo continuar com o mesmo ritmo de viagem de antes - confidenciou a jornalistas alguns dias atrás na entrevista coletiva no voo de volta do Canadá. Acredito que na minha idade e com essa limitação - disse referindo-se à dor no joelho - tenho que me resguardar um pouco para poder servir à Igreja. Ou, ao contrário, pensar na possibilidade de me afastar".

 

Opção, esta última, que no momento, no entanto, não levou em consideração. Para o Papa, Strappetti representa também aquela categoria de profissionais de saúde mais próximos dos pacientes, os enfermeiros. São eles que mais se relacionam com o paciente e é por isso que Francisco, sobretudo após a pandemia de Covid, costuma citar e elogiar esses profissionais.

 

O enfermeiro escolhido hoje pelo Papa como seu assistente pessoal é muito apreciado no Vaticano por seu profissionalismo, confidencialidade e dedicação aos últimos. De fato, ele colabora com o Esmoleiro, o cardeal Konrad Krajewski, para aliviar o sofrimento de muitos sem-teto que circulam na área do Vaticano. Chegou a trabalhar ao lado do Papa depois de uma carreira profissional que o viu dar seus primeiros passos no hospital Gemelli, em Roma, inclusive na delicada ala de reanimação. É a primeira vez que o enfermeiro do Papa tem um "rosto".

 

Foram muitos os profissionais de saúde que ficaram ao lado dos Papas, especialmente João Paulo II que nos últimos anos de seu pontificado tinha necessidade contínua de cuidados especializados. Mas aquela de Strappetti é a primeira nomeação desse tipo a entrar nos documentos oficiais de um pontificado.

 

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