Viagem do Papa Francisco ao Canadá é um xeque-mate a narrativas insensatas. O Papa Francisco, mesmo em cadeira de rodas, pode liderar a Igreja como tem feito até hoje

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28 Julho 2022

 

A Peregrinação do Papa Francisco ao Canadá - que na prática está na metade do percurso planejado - destacou muitos aspectos, temas, questões e perspectivas belas e interessantes, tanto por parte do próprio Pontífice como dos muitos que o acolheram com afeto e respeito. Esta jornada ao Canadá, ficará entre as 37 viagens internacionais de Francisco como uma das mais significativas e mais estudadas no balanço do pontificado. Essa peregrinação teve também o grande mérito de mostrar, sem manipulações, que o Santo Padre é uma pessoa com deficiência severa e que a cadeira de rodas e a bengala são agora partes naturais da sua velhice, como em tempos passados se viu no caso do Papa João Paulo II e outros pontífices.

 

O comentário é publicado por Il sismógrafo, 27-07-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Essa é a verdade. Assim como a mostrou o próprio Francisco e, portanto, católicos, crentes e todos aqueles que acompanham com atenção e carinho a obra do atual Pontífice, devem lidar com essa realidade, e não com as histórias da corte de verdadeiros propagandistas, que querem fazer crer que aqueles que se preocupam com a saúde do Papa Francisco são pessoas que não gostam dele ou que fazem parte da oposição conspiracionista.

 

Nos últimos dias, por horas, vimos o Papa Francisco sereno, lúcido e participativo. Seus 4 discursos proferidos até hoje são lindos, articulados, transparentes e penetrantes. Vimos um Papa presente, envolvido e muito atento, mas também vimos um homem em sofrimento não só por causa de dores físicas, mas também porque está claramente ciente de que a deficiência em caminhar o limita enormemente e isso aumenta as dependências, algo que em uma pessoa como Jorge Mario Bergoglio deve ser uma situação muito difícil de aceitar como se nada fosse.

 

Talvez o Canadá seja a última viagem internacional do Papa Francisco. Uma eventual visita à Ucrânia, se uma janela se abrir, deveria ser muito curta, com poucos compromissos e altamente simbólica. De qualquer forma, tudo está aberto.

 

O que é claro e indiscutível é que o Papa Francisco pode muito bem continuar liderando a Igreja e realizando projetos e intenções, apesar de sua parcial deficiência motora.

 

Como seus médicos dizem com segurança o Papa Francisco deve aceitar que agora uma parte intrínseca de seu ministério petrino também é o descanso e a sábia administração de sua força física.

 

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