A renúncia do Papa? Uma hipótese fantasiosa fora da realidade atual

Papa Francisco. (Foto: Reprodução | Vatican News)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Junho 2022

 

A promulgação da Praedicate Evangelium no dia 05 de junho passado, a espera pelas nomeações dos altos responsáveis no novo organograma da Cúria Romana e as condições de saúde do Santo Padre nestes dias tornaram-se ingredientes ideais para servir, midiaticamente falando, o prato principal da iminente renúncia do Papa. Para tornar plausível a suposta notícia, se tira do baú até o dia em 2009 em que Bento XVI deixou seu pálio no santuário que abriga o corpo do Papa da 'grande recusa', Celestino V.

 

O comentário é de Luis Badilla, jornalista, publicado por Il sismógrafo, 06-06-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Tudo muito interessante, mas poucos conteúdos reais. Pouca substância. Não parece, no momento, que exista uma única razão para pensar na renúncia do Papa Francisco; renúncia que obviamente não pode ser descartada em teoria, em particular por motivos de saúde, mas no momento é algo completamente inexistente. "Não basta ser obrigado a usar uma cadeira de rodas para antecipar uma renúncia do Papa", responderam algumas fontes respeitadas.

 

Além disso, o próprio Papa Bergoglio nunca teve a ideia de renunciar e certamente o faria apenas no caso de uma doença grave e incapacitante. Ele mesmo declarou ao jornalista argentino Nelson Castro que vê sua morte no Vaticano como Papa.

 

É "demasiado fantasioso, quase engraçado", pensar que o Papa chama todos os seus cardeais ao Vaticano (e os presentes poderiam ser cerca de 200), para um consistório de grande relevância, mas que então - enquanto os cardeais trocam pontos de vista no Vaticano - vai anunciar sua renúncia em L'Aquila.

 

A renúncia de todos os Papas, sempre, e particularmente nos últimos séculos, foi uma questão subterrânea, itinerante, ondulante. No entanto, essas hipóteses nunca se concretizaram.

 

A única história sobre a renúncia do Papa nos últimos séculos, a de Joseph Ratzinger, nunca havia sido imaginada ou antecipada por ninguém, jamais.

 

O único indício ou tímido alarme no caso de Bento XVI foi dado pela demora com que a Câmara Apostólica tratou da questão da impressão das primeiras páginas e da capa do novo Anuário Pontifício (2013), com o brasão pontifício, mas foram todas dúvidas extremamente frágeis.

 

 

Leia mais