Conselho baiano denuncia racismo religioso

Foto: Toninho Tavares | Agência Brasília

Mais Lidos

  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • "Se Trump perder as eleições de meio de mandato, ele invalidará a votação, arriscando um golpe”. Entrevista com Robert Kagan

    LER MAIS
  • Em um discurso à nação, Trump reviveu o mito da fraude eleitoral de 2020 e exagerou a influência da China em sua derrota

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Março 2022

 

O Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (Cebic) critica e questiona o Projeto de Lei 411/2021, do vereador Isnard Araújo (PL), que propõe a mudança do nome das Dunas do Abaeté para “Monte Santo Deus Proverá”, sob a alegação de que aquele é um espaço muito frequentado pelas pessoas cristãs, principalmente pentecostais e neopentecostais.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Trata-se de “racismo religioso porque este é um dos poucos espaços públicos de grande visibilidade cujo nome e história está diretamente ligado às tradições religiosas de matriz africana”, sustenta a nota pública do Conselho dirigida à sociedade baiana.

“Mudar o nome das Dunas do Abaeté sob o argumento de que este é um local frequentado por pessoas cristãs é o mesmo que querer mudar o nome da cidade de ‘São Salvador’ alegando que aqui não moram apenas pessoas cristãs”, argumenta o Conselho baiano. Mudar o nome das Dunas “é mais uma tentativa de apagar a memória do povo das religiões de matriz africana”, agrega.

A nota do Conselho destaca que “São Salvador” dispõe de símbolos religiosos e “até crucifixos dependurados em repartições públicas”, sem contar as mais de 365 igrejas católicas e outras tantas evangélicas espalhadas pela cidade. “Isso significa que as religiões de matriz africana têm infinitamente menos espaço que façam alusão à sua história, cultura e tradições”.

O protesto conclui afirmando que não se precisa mudar o nome de nenhum lugar “para dar testemunho da fé que professamos”. Assinam a nota as igrejas Católica – Arquidiocese de Salvador, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida, Batista de Nazareth, as Comunidades de Jesus, da Trindade e dos Focolares.

 

Leia mais