Vaticano “convoca” o movimento Comunhão e Libertação

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22 Novembro 2021

 

A “diaconia central” do Comunhão e Libertação, o órgão de governo da fraternidade, reuniu-se nesse sábado, 20, em Milão, “para assumir a irrevogável renúncia do presidente, Pe. Julián Carrón”, mas não pôde eleger o sucessor porque o vice-presidente, Davide Prosperi, informou “que tinha sido convocado pelo Dicastério para os Leigos para uma conversa nos próximos dias”.

 

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada em Corriere della Sera, 21-11-2021. A tradução é de Anne Ledur Machado.

 

O Vaticano, portanto, interveio novamente no Comunhão e Libertação, até porque se trata de resolver o emaranhado jurídico gerado pela renúncia antecipada de Carrón na segunda-feira passada. Agora, se trata de saber se se encontrará uma solução ou se a fraternidade corre o risco de ser supervisionada, como já aconteceu com o ramo dos Memores Domini.

Durante dias, os responsáveis pelo Comunhão e Libertação discutiram: e agora o que fazemos? Porque, antes mesmo de pensar no nome do sucessor de Carrón, se trata de uma questão de entender como ele ou ela poderia ser nomeado ou nomeada: o estatuto do Comunhão e Libertação não impõe restrições, não tem necessariamente que ser padre, até um leigo ou leiga pode guiar o movimento. Por si só, porém, o estatuto não prevê a renúncia do presidente.

Em todo o caso, o estatuto terá de ser revisto e submetido ao dicastério da Santa Sé, para que seja coerente com as disposições do decreto aprovado por Francisco, que, no dia 11 de junho, impôs um limite ao governo de todas as associações internacionais de fiéis leigos: não mais de cinco anos de mandato e no máximo 10 anos consecutivos.

Por isso, o Pe. Carrón, que havia sido indicado pelo fundador, Pe. Luigi Giussani, e dirigente da fraternidade desde 2005, renunciou. Mas isso criou um problema jurídico que o Comunhão e Libertação terá que resolver com o Vaticano.

De acordo com o decreto, a fraternidade deverá definir um novo estatuto, submetê-lo à avaliação da Santa Sé e, após obter a aprovação, eleger o presidente. “Um trabalho de meses, senão de mais de um ano”, reflete-se no Comunhão e Libertação.

E enquanto isso? A fraternidade pode ficar sem presidente? E a diaconia, um grupo de cerca de 30 pessoas, teria o poder de elegê-lo até mesmo “pro tempore”? Ou os órgãos de governo, após a renúncia do presidente, caem? Se sim, aguarda-se o encontro no Vaticano. Escreve o Comunhão e Libertação: “A deliberação sobre o cargo de presidente foi adiada para uma nova reunião da diaconia, que ocorrerá imediatamente após o colóquio”.

 

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