“Lamentavelmente, não creio que veremos mulheres diáconas, nem sacerdotisas, na Igreja Católica”, afirma Nuria Calduch

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12 Março 2021

 

“O papel da mulher deve ser o mesmo que o de qualquer fiel”, diz a nova secretária da Pontifícia Comissão Bíblica, irmã Nuria Calduch.

Calduch foi nomeada nesta terça-feira nova secretária da Pontifícia Comissão Bíblica. Esta reconhecida biblista, autora de diversas publicações e que desde 2014 já conhece, por dentro, o funcionamento deste organismo vaticano, considera sua nomeação como “uma grande surpresa, uma grande responsabilidade e um motivo de agradecimento”.

Não esconde que falta muito a ser feito para trabalhar pela plena igualdade, e defende como “lamentavelmente”, ainda não havia chegado a hora de que as mulheres possam acessar os ministérios ordenados.

A entrevista é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 11-03-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Eis a entrevista.

 

O que essa nomeação significa para você?

Uma grande surpresa, uma grande responsabilidade e um motivo de agradecimento.

 

É um novo respaldo às mulheres por parte do Papa Francisco?

Papa Francisco respalda as mulheres tanto na Igreja quanto na sociedade. A prova disso em várias ocasiões. Pelo que se refere à Pontifícia Comissão Bíblica, não se pode esquecer que já em 2014 fomos nomeadas as três primeiras biblistas. Agora já somos cinco no grupo e, ainda, no lugar de um Secretário, por alguns anos será uma Secretária a pessoa encarregada de liderar o grupo.

Qual deve ser o papel da mulher na Igreja?

O mesmo de qualquer fiel.

 

Você fez parte da comissão que estudou o diaconato feminino? Poderiam as mulheres chegar a algum tipo de reconhecimento ministerial? Veremos mulheres diáconas ou sacerdotisas? É verdadeiramente relevante ou um véu para não abordar o problema principal?

A comissão da qual fiz parte fez seu trabalho estudando a figura das mulheres diáconas na Igreja primitiva e na história. Suas conclusões foram insuficiente e o Papa nomeou recentemente outra comissão. O tema segue estando sob o tapete, ainda que lamentavelmente não creio que veremos (ao menos eu e as pessoas da minha geração) nem mulheres diáconas, nem padres na Igreja Católica.

 

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