Padre Paolo Dall'Oglio: uma mensagem que vive

Padre Paolo Dall'Oglio. | Foto: Vatican News

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18 Novembro 2020

Hoje comemora-se o aniversário do Jesuíta que foi sequestrado na Síria em 2013. Na ocasião, sua família volta a pedir a verdade sobre ele e sobre milhares de pessoas sequestradas e das quais há tempo não sabe mais nada.

A reportagem é de Benedetta Capelli, publicada por L'Osservatore Romano, 17-11-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Sessenta e seis anos, dos quais os últimos sete fora da família, da sua comunidade de Deir Mar Musa, o mosteiro renascido na Síria e que se tornou expressão da cultura da convivência, do diálogo e da reconciliação. Hoje é o aniversário do Padre Paolo Dall'Oglio, desaparecido em Raqqa em julho de 2013. “Sete longos e dolorosos anos - escreve a sua irmã Francesca numa mensagem - ainda que sempre acompanhados pela consciência de que Paolo se sentia chamado a uma missão que sentia profundamente dentro de si". Missão que ele definiu claramente em seu livro “Cólera e luz. Um padre da revolução síria”:

“Por razões que têm a ver com o compromisso de minha vida, esta é uma guerra civil que dilacera minha alma. Gostaria de fazer algo para pará-la… Mas não quero viver uma vida que não seja um dom radical”.

Sede de verdade

É nessa ocasião que a família do Padre Paolo pretende reiterar a importância da verdade no caso do Jesuíta e sobre o destino de “Milhares de sírios desaparecidos porque foram presos, sequestrados ou pior, mortos”. Uma questão de verdade para a Itália e para a comunidade internacional, que é um direito de quem pede respostas e um dever a cumprir. Só na verdade, de fato, podemos "enxertar as sementes da harmonia", "lançar os alicerces de uma futura pacificação", "curar todas as feridas que se abriram nestes nove anos de conflito".

“Trazer de volta para casa - escreve Francesca Dall'Oglio - aqueles que ainda estão segregados e dar sepultamento os que foram mortos, por fim oferecer alívio às famílias que esperam há anos, é um dever que chama em causa também os países ocidentais”. Só entendendo o ocorrido poderemos continuar a trilhar o caminho da esperança que vem, hoje, também das recentes libertações de Silvia Romano, Pe. Luigi Maccalli e Nicola Chiacchio, “todas pessoas - destaca a irmã de padre Paolo – sobre as quais as esperanças começavam a esvanecer”.

E é com esse tipo de otimismo que se renova o apelo para não deixar de tentar nenhum caminho. Seria o melhor presente que poderia ser dado a Paolo e seu empenho pela harmonia sobre esta terra.

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