Desmatamento na Amazônia avança em março e registra recorde dos últimos dois anos, aponta Imazon

Desmatamento na Amazônia. | Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

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16 Abril 2020

De acordo com o sistema de monitoramento do Instituto, a floresta perdeu 254 km² de área verde. Amazonas é o estado responsável pela maior parte do desmatamento.

A reportagem é de Stefânia Costa, publicada por EcoDebate, 15-04-2020.

O desmatamento na Amazônia cresceu 279% em março de 2020, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o SAD, Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, 254 km² de floresta foram derrubados no último mês. Esse é o número mais alto registrado nos últimos dois anos. Na avaliação dos pesquisadores do Instituto, uma parcela desse aumento pode estar ligado ao avanço de áreas ilegais de garimpo e ainda à intensa atuação de grileiros.

No acumulado do calendário do desmatamento, de agosto de 2019 a março deste ano, os índices de devastação da floresta também registram aumento de 72% em comparação com o mesmo período do calendário anterior. No topo do ranking dos estados que mais desmatam está o Amazonas. A última vez que o estado liderou o ranking havia sido em junho de 2019. Em seguida vem Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia e Acre. O município que registrou a maior área devastada foi Apuí, no Amazonas. A lista segue com Rorainópolis, em Roraima, e São Félix do Xingu, no Pará, também nas primeiras colocações.

Outro dado trazido pelo boletim é o índice de desmatamento em Terras Indígenas. As TI’s que mais perderam área de floresta foram TI Yanomami (AM/RR), Alto Rio Negro (AM) e Évare I (AM). Além do alerta com a devastação da floresta nessas áreas, também existe a preocupação pela saúde das populações tradicionais que estão mais vulneráveis à contaminação pelo novo coronavírus quando entram em contato com grileiros e garimpeiros, que certamente contribuem para esse desmatamento.

Sistema de Alerta de Desmatamento - Março de 2020. (Fonte: SAD)

 

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