''O uso do terço é uma dimensão sacral ligada ao politeísmo'', afirma jesuíta italiano

Salvini beija o crucifixo | Foto: TV La Stampa

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Mai 2019

O jesuíta e cientista político Francesco Occhetta, membro da revista La Civiltà Cattolica, afirma à Tv2000: “Os católicos que construíram a Europa nunca utilizaram símbolos religiosos. Não basta mostrar o Evangelho para ser um político católico”.

A reportagem é de Tv2000, 28-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“O uso de símbolos religiosos durante os comícios eleitorais e depois do resultado eleitoral representa uma dimensão sacral ligada ao politeísmo.” Foi o que disse o jesuíta e cientista político da La Civiltà Cattolica, Pe. Francesco Occhetta, em entrevista ao Tg2000, o telejornal da Tv2000, comentando o gesto de Matteo Salvini [ministro do Interior italiano e líder do partido de extrema-direita italiano Liga] ao término das eleições europeias.

“Tudo isso – explicou o Pe. Occhetta – está ligado à crença, a uma dimensão sociológica da religião, mas não à fé. Daí se remonta à cultura da Liga que nasce nos anos 1980, como a água do batismo no rio , os presépios, até chegar a hoje, com a utilização do terço e do Evangelho.”

“Os católicos que construíram a Europa e a democracia, como De Gasperi, Moro, Dossetti e La Pira – recordou o Pe. Occhetta à Tv2000 –, nunca utilizaram símbolos religiosos, mas preferiram a dimensão da laicidade no espaço público para incluir.”

“Não basta – concluiu o Pe. Occhetta – mostrar o terço e o Evangelho para se dizer um político católico. Sabemos que o Evangelho é outra coisa. Para nós, a página política mais forte do Evangelho é a do Bom Samaritano.”

Leia mais