Kunumi MC: o rapper indígena que faz versos sobre demarcação de terra

Kunumi MC | Foto: Reprodução Youtube

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A guerra dos EUA e Israel com o Irã: informação, análise e guerra assimétrica. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Março 2018

Aos 16 anos, Werá Jeguaka Mirim fala da realidade sob o ponto de vista dos indígenas por meio de versos.

Ele é um rapper de origem guarani que mora na aldeia de Krukutu, na região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo.

“Estou tentando dar a voz para o mundo no meu rap, para defender os parentes, defender o seu povo, para falar sobre como é a realidade”, diz.

A reportagem é publicada por BBC Brasil, 06-03-2018.

Mirim apresenta-se com o nome de Kunumi MC, palavra que no português derivou em “curumim”, cantando sobre o cotidiano e a luta dos povos indígenas.

Ele virou garoto-propaganda da causa indígena durante a Copa do Mundo de 2014. Logo após entrar em campo com outros adolescentes para soltar pombas brancas antes do jogo entre Brasil e Croácia, ele levantou uma faixa escondida dentro de seu calção, que dizia: “Demarcação”.

“Quando participei na Copa do Mundo, não sabia nada do que era demarcação. Hoje, aprendi que demarcando as terras indígenas você vai preservar a cultura. Aqui no Brasil, tem mais de 300 povos indígenas com cultura e língua diferentes”, opina.

Seu álbum de estreia, My Blood is Red, foi lançado no ano passado e contém seis faixas, entre as quais Guarani Kaiowá, Justiça e Tentando Demarcar.

Ele também gravou com o cantor Crioulo a canção Terra, Ar, Mar.

Leia mais