Papa denuncia corrupção e «cultura da morte»

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02 Fevereiro 2018

O Papa Francisco denunciou hoje a “cultura da morte” que se alimenta da corrupção, num vídeo em que apresenta a sua intenção de oração para o mês de fevereiro.

“O que está na raiz da escravidão, do desemprego, do abandono dos bens comuns e da natureza? A corrupção. Um processo de morte que alimenta a cultura da morte”, refere, na mensagem divulgada através das redes sociais.

A informação é publicada por Eclesia, 01-02-2018.

Francisco denuncia que “a ambição do poder e do ter não conhece limites”.

“A corrupção não se combate com o silêncio. Temos de falar dela, denunciar os seus males, compreendê-la para fazer mostrar a vontade de fazer valer a misericórdia sobre a mesquinhez, a beleza sobre o nada”, apela o Papa.

Todos os meses, a Rede Mundial de Oração divulga as intenções pontifícias que exprimem “grandes preocupações pela humanidade e pela missão da Igreja”.

“Peçamos juntos para que aqueles que têm poder material, político ou espiritual não se deixem dominar pela corrupção”, pede Francisco, no início de fevereiro.

De acordo com este organismo, estima-se que façam parte da Rede Mundial de Oração do Papa mais de 30 milhões de pessoas, em dez idiomas.

“De uma forma criativa, o vídeo denuncia os males da corrupção e do crime organizado, contrapondo-os com a relação que existe entre a justiça e a beleza”, explica um comunicado da organização.

Pela primeira, a iniciativa contou com a colaboração do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

O ‘Vídeo do Papa’ sobre a corrupção junta-se a várias ações deste dicastério para dar “visibilidade a este flagelo” e vai ser apresentado num debate sobre a corrupção, a 3 de fevereiro, em Scampia, Nápoles (Itália).

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