A fé em tempos de internet: Papa Francisco declara guerra às novas heresias que se espalham via web

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A guerra dos EUA e Israel com o Irã: informação, análise e guerra assimétrica. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Março 2018

No tempo da internet, a fé cristã parece correr novos riscos. A difusão de ideias erradas – as heresias – em tempos de internet flui mais rapidamente via web, e, assim, o Papa Francisco, através da Congregação para a Fé, se dispõe e se prepara para enfrentá-las, publicando um documento dirigido aos bispos do mundo inteiro.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 01-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Prolifera em nossos tempos um neopelagianismo em que o homem, radicalmente autônomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros. A salvação é então confiada às forças do indivíduo ou a estruturas meramente humanas, incapazes de acolher a novidade do Espírito de Deus”, denuncia o ex-Santo Ofício.

O documento também critica “um certo neognosticismo”, que, afirma o texto, “apresenta uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo. Esta consiste no elevar-se ‘com o intelecto para além da carne de Jesus rumo aos mistérios da divindade desconhecida”.

Os teólogos vaticanos explicam que se pretende, assim, “libertar a pessoa do corpo e do mundo material, nos quais não se descobrem mais os vestígios da mão providente do Criador, mas se vê apenas uma realidade privada de significado, estranha à identidade última da pessoa e manipulável segundo os interesses do homem”.

A síntese é que as heresias estão sempre à espreita. “Tanto o individualismo neopelagiano quanto o desprezo neognóstico do corpo descaracterizam a confissão de fé em Cristo, único Salvador universal”.

Leia mais