Descoberta uma enorme caverna lunar, poderia abrigar uma cidade inteira

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23 Outubro 2017

Com 50 km de comprimento, profundidade de mais de 1000 metros. Em uma dessas cavidades poderiam encontrar refúgio os primeiros assentamentos para a colonização humana. Oferecem abrigo contra as radiação, as flutuações térmicas e o impacto de meteoritos. O estudo da Universidade Purdue com os dados de satélite japonês Selene e americano Grail.

A reportagem é de Matteo Marini, publicada por Repubblica, 20-10-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Os cientistas descobriram um acesso ao subsolo da Lua, que leva para uma enorme caverna. Aquela recém descoberta por um grupo de pesquisadores da Universidade de Purdue, utilizando dados enviados pela sonda japonesa Selene, é uma caverna suficientemente grande para conter uma cidade inteira. É em uma dessas cavidades que os primeiros colonos espaciais poderiam encontrar abrigo.

Há vários anos estão sendo procuradas confirmações da existência desses ‘tocas’ naturais. A própria Universidade Purdue, no final de 2016, havia publicado uma análise do que pode estar escondido sob a superfície: uma rede de cavernas de vários quilômetros. Agora há a confirmação de que um delas foi medida, e situa-se no lado voltado para o nosso planeta, nas "Marius Hills", no Oceanus Procellarum. Uma zona rica de "cúpulas" formadas por lava bilhões de anos atrás, quando a Lua ainda estava ativa.

Um desses ‘buracos’ dá acesso a uma caverna. Os pesquisadores cruzaram os dados da sonda japonesa Selene com os da americana Grail (que mede com precisão as variações da atração gravitacional) e identificaram a que poderia ser a porta para um abrigo natural na Lua. A cratera tem cerca de 50 metros de largura, abre-se num túnel que desce por igual medida. E abre-se num vazio.

Os instrumentos da Selene, evidenciam os cientistas da Purdue, não foram projetados para procurar cavernas subterrâneas. O fato de ter sido detectada por um radar tão inadequado ao propósito significa que deve ser muito longa e muito ampla. Corre por 50 km e deve ter uma altura de pelo menos 1.000 metros.

Elas foram formadas pela atividade vulcânica, quando a lava escavou túneis sinuosos no subsolo, deixando amplos espaços vazios. Já foi demonstrado que estruturas similares, tão grandes, podem existir no sistema lunar sem entrar em colapso, o que seria impossível na Terra, mas que persistem, como agora sabemos, sob a superfície da Lua, graças à sua baixa gravidade. Em seu interior poderiam existir gelo e água presos nas rochas.

A busca por esses canais naturais é um dos terrenos em que se aposta o futuro dos primeiros assentamentos humanos no espaço, porque oferecem ‘a custo zero’ proteção contra as radiações solares e micrometeoritos (lá em cima não há atmosfera ou campo magnético que sirvam de escudo a essas ameaças). A Lua agora já pode ser considerada a primeira etapa da futura colonização humana, antes de uma missão em Marte.

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